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Turismo Gaúcho, e agora?

Rodermil Pizzo
20/05/2024 | 13:26
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Não necessitamos aqui descrever tudo que ocorre neste momento com o Rio Grande do Sul, afinal, este trabalho tem sido explorado à exaustão por todos os meios de comunicação. As redes sociais, somadas às mídias televisivas e impressas, fazem um trabalho de cobertura on-line e massivo. Nada fica de fora aos olhos e ouvidos dos que estão distantes das terras alagadas. Porém, pouco se discute – e aproveito aqui para fazer mea-culpa, considerando não ser a necessidade primária e, óbvio, nem o momento oportuno de se pensar nisso – o futuro. E, óbvio, ele existe e está logo depois do presente. Como ficarão as questões desta região para o turismo?

O Rio Grande do Sul tem como importante fonte de renda mais precisamente 4% do PIB (Produto Interno Bruto) a movimentação gerada por turistas. O pior de tudo é que grande parte deste turismo se dá nos meses de inverno e, deduzo, o Estado não terá tempo para refazer, com segurança e qualidade, toda a estrutura devastada, a ponto de atender esta movimentação de temporada da região.

Os meses de junho, julho e agosto são aguardados e cruciais para a economia que vive das baixas temperaturas, e de tudo mais que esta promove, como os restaurantes de fondue, churrascarias, os passeios bucólicos em lagos e serras, as lareiras, o festival de inverno, as maravilhosas fábricas e lojas de chocolates, entre tantos outros serviços e produtos associados ao inverno.

A principal porta de entrada para a região Sul, o Aeroporto Salgado Filho está sem previsão de atender em curto prazo. Tem um terminal com capacidade de receber até 15 milhões de passageiros por ano, e opera, além de nacionais, voos internacionais, abrangendo América do Sul, América Central e Europa. O estrago deste momento será um grande gargalo para a retomada.

A aposta está no Aeroporto Hugo Cantergiani, na cidade de Caxias do Sul, que, por sinal, sempre foi um aeroporto medíocre e que permanece mais fechado que em operação, e que jamais atenderia tamanha responsabilidade e demanda. Aqui se faz a famosa pergunta: quem teve a fantástica ideia de gastar milhões com um aeroporto sediado em região de alta neblina e grande instabilidade climática? Ao que parece, o Rio Grande do Sul, os turistas e os gaúchos que se preparem para mais um baque econômico considerável, por alguns meses pós-enchentes.

Rodermil Pizzo é doutorando em Comunicação, mestre em Hospitalidade e colunista do Diário, da BandFMBrasil e do Diário Mineiro.




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