E a maioria das dublagens era feita pelo estúdio de Herbert Richers, “o principal no gênero na América Latina”. Até hoje, 16 anos após a sua morte, vez ou outra um filme registra o bordão que tomou conta do País: “Versão brasileira, Herbert Richers”. Herbert estabeleceu-se no Rio de Janeiro em 1942, com menos de 20 anos. Começou no ramo de distribuição de filmes, até criar o seu estúdio de dublagem. Em seus escritos, Aída Arnoni Bressan cita [Leia mais]
Hoje pode ser uma quarta-feira histórica na radiodifusão do Grande ABC, com a formação de uma cadeia entre a Rádio Pérola da Serra, de Ribeirão Pires, e a Rádio Emissora ABC, instalada nos altos de Vila Gilda, em Santo André. Esta Memória incentiva um diálogo entre Marquitho Riotto, da ABC, e Ademar Bertoldo, da Perola, com vistas ao aniversário de Ribeirão Pires. Tema central: os italianos de Ribeirão Pires. A conversa pioneira pode acontecer [Leia mais]
SÃO JOSÉ Muito obrigado por publicar o conteúdo do mapa de 1935 da Paróquia São José numa data tão significativa como o 19 de março. O dia por aqui foi muito bonito e especial. Houve sete missas e a procissão. Ao longo do dia passaram mais de 2.300 pessoas pela nossa matriz. São José está reunindo muita gente e aos poucos as coisas vão melhorando. A festa está bem participativa e tranquila, serena, agradável. Padre Hamilton Gomes do [Leia mais]
São os manuscritos de dona Aída, devidamente datilografados e que ela pretendia transformar em livro. Com sua morte, o genro, Carlos de Castro Alves de Oliveira, confiou essas preciosidades aos nossos cuidados. Em 2010 publicamos os primeiros casos, numa série que chamamos de “Crônicas de dona Aída”. Retomamos à leitura destes escritos tão puros e gostosos, enriquecendo a Semana Ribeirão Pires 2026 e saudando o amor que a autora dedicava à [Leia mais]
Na planta de 1935 da primeira extensão da Paróquia São José, descoberta pelo padre Hamilton Gomes do Nascimento, pároco da Matriz São José, aparece uma série de pedreiras. Destas, Memória recebera a foto de hoje, que os Carpinelli ofertaram ao memorialista Walter Gallo (1926-2024). E em seu livro, que permanece inédito, Aída Arnoni Bressan cita três pedreiras marcantes de Ribeirão Pires, as pedreiras Industrial, Catedral e Duarte Aranha. [Leia mais]
Ribeirão Pires foi o terceiro núcleo a receber imigrantes italianos no Grande ABC, depois de São Bernardo e São Caetano. Os primeiros imigrantes chegam em 1888 e ocupam o núcleo colonial de Ribeirão Pires a partir de março. Roberto Bottacin Moreira relaciona os passaportes coletivos de números 962-5050, 962-2250-52 e 9626-5054, expedidos em 9 de dezembro de 1887 no distrito de Mirano, município de Salzano e província de Veneza. A lista dos [Leia mais]
“O sol vem despontando, o oleiro vai acordando. É hora de trabalhar. A pipa já está girando, animais a vão puxando, para o barro misturar”. Versos iniciais do poema “O oleiro e o tijolo”, do professor e ribeirão-pirense Américo Del Corto ( Poesias Românticas , 2007). Foram seis meses inesquecíveis aqueles vividos em Ribeirão Pires 30 anos atrás, em 1996. Tomar o trem na estação Santo André, descer em Ribeirão, seguir até o Complexo Ayrton [Leia mais]
Neste Dia de São José, iniciamos a Semana Ribeirão Pires 2026 apresentando um documento oferecido à Memória pelo padre Hamilton Gomes do Nascimento, pároco da Matriz São José desde 2023. A planta focaliza o espaço físico da Paróquia São José de Ribeirão Pires em novembro de 1935 e apresenta, como primeiras informações, os dados seguintes: 1 - A paróquia pertencia à Arquidiocese de São Paulo. 2 - Era dirigida pelo padre [Leia mais]
Viaje com o Trem de Passageiros da Vale entre Minas e Espírito Santo e aproveite uma experiência única com conforto, segurança e belas paisagens. Fonte: blog da Vale S.A. Autoridades públicas do Grande ABC; prefeito Guto Volpi, presidente do Consórcio Intermunicipal; prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira; senhores deputados: eis uma pauta perfeitamente viável oferecida por Elias Pereira da Silva, incrementar o transporte ferroviário regular [Leia mais]
Desde domingo, Elias tem sido uma ponte entre a Memória, o Sindicato dos Ferroviários e sua documentação particular sobre o Alto da Serra. Ele é contra as lendas que deturpam a história. “Me sinto protagonista da história local e tenho a obrigação de salvaguardá-la, divulgá-la”, afirma Elias em gravação feita na TV do Diário. Do seu depoimento: O segundo sistema funicular foi inaugurado em 28 de dezembro de 1901 e faz parte do rol de [Leia mais]
30 de outubro de 1932. Nasce o Sindicato dos Ferroviários da Estrada de Ferro São Paulo Railway a partir de um movimento nas oficinas do complexo tecnológico da Lapa, em São Paulo, como narra Elias: Na Lapa nós tínhamos a indústria pesada. Os operários montavam locomotivas, carros de passageiros, material rodante e faziam toda a manutenção da São Paulo Railway. O efetivo era muito grande, com marceneiros, carpinteiros, pintores, eletricistas, [Leia mais]
PRÓLOGO Elias nasceu em Paranapiacaba. Estudou na vila. Foi monitor e guia da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Aposentou-se na Ferrovia, seguindo uma tradição familiar iniciada pelo avô, Deodoro José da Silva, que veio de Coimbra (MG), do pai, José Pereira da Silva, que veio de Itabaiana (SE), de tios e primos. Na série que iniciamos hoje, Elias dividirá sua fala em quatro temas: 1 - A tradição [Leia mais]
CASAL DO ESPORTE Ah! A página Memória. Sempre nos brindando com histórias de vida maravilhosas como essa do casal Tavernari. Parece que aquela história do universo conspirar para juntar o que foi feito para ficar junto, se repetiu. Desta feita, arrumou uma chuva e um entrevero providencial para consegui-lo. Vanderlei Retondo - O cronista de Santo André E assim chegamos ao fim da Semana Thelma, a Dama de Ferro. Ocorre que o seu diário de [Leia mais]
No I Festival Mundial de Estrelas, no Peru, a seleção brasileira obtém um honroso sétimo lugar e Thelma, no seu algum de recordações, estampa a primeira página do Correio de Tacna, no extremo sul do Peru, edição de 24 de maio de 1973: “Brasil, um conjunto que fará o que ‘hablar’. Internamente, um momento histórico: São Bernardo sediava pela primeira vez os Jogos Abertos do Interior. A cidade fica com o título. E o basquete feminino colabora com um [Leia mais]
Uma das nossas maravilhosas mulheres. Estou adorando a homenagem. Elexina D’Angelo - São Bernardo Quem no mundo tem 118 títulos? A Thelma deve ser uma recordista mundial de conquistas. Geraldo Nunes - São Paulo E Thelma foi recortando reportagens sobre o basquete feminino por este mundo de Deus. E homenageando colegas, como o técnico Antonio Carlos Barbosa, que em 1972 tinha apenas 26 anos. Thelma, aos 19 anos, e a delegação que [Leia mais]
Folheamos o álbum de recortes da Dama de Ferro do basquete nacional. O Diário do Grande ABC, nos seus primórdios, deixava muito claro: “São Bernardo, campeão deste basquete”. Disputava-se o V Campeonato Estadual Juvenil de Basquetebol Feminino. No Ginásio Lauro Gomes de Almeida, em São Caetano, a participação do Bochófilo de Santo André, São Caetano, Sorocaba, Luso-Brasileiro de Bauru, Piracicabano e o campeão, EC São Bernardo. Escreve o [Leia mais]
Quando alguém for escrever um livro com a história do basquetebol do Grande ABC terá uma boa fonte nos guardados da Thelma. A Dama de Ferro do basquete brasileiro reúne suas notícias e as das colegas de São Bernardo, Grande ABC e Estado de São Paulo. Hoje, nesta semana que Memória dedica a ela, uma seleção das notícias de 1970. Thelma, aos 17 anos, era ainda juvenil, mas já participava da seleção brasileira principal e jogava na seleção [Leia mais]
Os pais de Thelma eram paraenses. Vieram novos para a cidade. Estabeleceram-se no bairro Planalto, onde seriam criados os cinco filhos. Álvaro Guimarães candidatou-se a vereador e foi eleito em novembro de 1955. Iria fazer aniversário em 19 de dezembro. Faleceu quatro dias antes, aos 31 anos, claro, sem tomar posse. A esposa, Eulália Pina Guimarães, ficou viúva com cinco filhos para criar. O prefeito eleito, Aldino Pinotti, veio em socorro da [Leia mais]
O título “Dama de Ferro”, Thelma recebeu quando foi convidada pela Confederação Brasileira de Basquetebol para trabalhar na base sub-14 e sub-15. De cara, dois títulos internacionais que há muito o país perseguia, na Venezuela e no Uruguai. “O basquete é a minha vida”, resume Thelma Tavernari no programa “Memória na TV”. Começou a jogar com 16 anos, nos Jogos Escolares de São Bernardo. Chegou à Seleção Paulista e à Seleção Brasileira. Foi acumulando [Leia mais]
Em Santo André, ao lado da estação, funciona uma subsede dos ferroviários. Elias esteve esta semana nos estúdios do Diário do Grande ABC e concedeu uma longa entrevista. Dias antes, via Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias, encaminhou à Memória quase uma centena de documentos guardados desde 1932, quando a entidade foi fundada. Mais ainda: Elias citou o atual presidente dos Ferroviários, Eluiz Alves Matos, morador de Santo [Leia mais]
DA ECONOMIA RURAL... À ECONOMIA URBANA A foto publicada há tempos por “Memória” com o bebedouro para animais próximo à estação ferroviária Santo André revela que ainda na década de 1950 a economia era rural, embora já houvesse grandes empresas, como Lanifício Kowarick, Rhodia, Firestone. Em frente à estação havia um ponto de estacionamento de carroças, carroções e charretes para locação. Pouco mais ao fundo desse estacionamento havia [Leia mais]
Foram muito famosas as olarias de Ribeirão Pires. Famosas, numerosas e bastante procuradas. Existiam em todos os pontos da cidade, graças à boa qualidade do barro da cidade. Cf. “Vamos fazer tijolos”, Livro inédito nascido aqui em Memória 19 de março, Dia de São José, padroeiro de Ribeirão Pires, que neste dia celebrará oficialmente mais um aniversário. ‘Memória” retorna a 1996, quando participou ativamente do centenário de criação do [Leia mais]
HISTÓRIA PRESERVADA Lançamento das Revistas do IHGSP - volumes 103 e 104 Data: 7 de março de 2026, sábado, às 10h Local: Auditório “Afonso de Freitas” do IHGSP Rua Benjamin Constant, 158 – 1º andar - Sé Centro Histórico de São Paulo. Ao retomar – e atualizar – a publicação da sua centenária revista, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo oferece um bom exemplo de construção da memória. No [Leia mais]
A intelectualidade aguardava com a maior expectativa o lançamento do próximo número da revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. A publicação venceu etapas e regimes. Testemunhou a consolidação da República. Sobreviveu a golpes e revoluções. Atravessou todo o século XX. Assistiu ao surgimento de publicações semelhantes, entre as quais “Raízes”, joia rara da Fundação Pró-Memória de São Caetano. Gerações passaram. A linotipo [Leia mais]
Diário do Grande ABC, domingo, 29 de fevereiro de 1976. Manchete: “Uma característica comum em sete municípios – Enchentes, angústia que assola a região”. Como ilustração, este mapa, bolado na Redação. Não era preciso recorrer aos tecnocratas: a prática da cobertura jornalística demonstrava quais os pontos vulneráveis às inundações, quase sempre nas várzeas do Meninos e do Tamanduateí. No mapa, só Rio Grande da Serra não aparece. Não se [Leia mais]