Turismo e Política
Divulgação

O brasileiro sempre demonstrou uma habilidade estonteante em separar a economia da política. Em raros momentos na história nacional a política apagou ou ‘nuveou’ os setores econômicos. Contam-se nos dedos momentos de tensão em que empresários e empregados sofreram sanções ou pressão pelos desatinos nas atitudes provindas de Brasília. Corrigindo, Brasília não é culpada por tais ocorrências, e sim, os politiqueiros que lá circulam. Durante a hiperinflação, tivemos o plano Collor. Este foi um fator preponderante para mudanças e abalo sísmico na economia. Todavia, este momento era um diferencial, já que o Brasil passava por recessão astronômica e se fazia necessário uma intervenção radical. Não que o plano ou os políticos da época tenham logrado resultados imediatos, porém, não podemos negar que foi uma mudança de rota importante para os dias que vivemos hoje.
O que assusta agora é que o Brasil passa por polarização extrema, e os pilares econômicos estremecem. Alguns mais, outros menos. Todavia, todos estão sofrendo o peso desta situação, que ultrapassou fronteiras. A imagem do Brasil como um País que beira o colapso civil, ainda que eu duvide muito disso, assusta investidores, economistas e empresários.
O turismo, que sempre está na base da pirâmide, tanto receptivo como emissivo, está assustado e cauteloso. O dólar, ainda que não seja o vilão da vez, segue acima dos R$ 5; o euro igualmente está acima dos R$ 6 e, com isso, as vendas de produtos turísticos, mesmos nacionais, estão em queda abrupta.
O setor de turismo esgotou toda criatividade e chegou ao limite das promoções e descontos. Os investidores do segmento estão com as contas abertas e ninguém quer colocar dinheiro novo com receio de movimentações partidárias que possam afetar ainda mais o negócio. Neste momento, o trade está letárgico, e essa letargia, aponta para dias ainda mais difíceis. Não se vê luz de finalização a curto prazo. Pelo menos não até novembro de 2026. Lamentável ver o estrago que as notícias e as atitudes individuais estão causando ao Brasil. De certo, apenas sabemos que a racionalização coletiva deu espaço para o cabresto intelectual. Ninguém consegue ver além do que quer.
O ódio e a vingança ultrapassaram toda a razão. Os políticos sempre serão o que são, é cultural. Já ver os empresários e os empregados fazendo coro para prejudicar a si mesmos, é uma triste novidade.
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