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História dos Jogos Olímpicos é contada desde a década de 1960

‘Diário’ traz detalhes da maior festa do esporte mundial a partir das disputas por medalhas em Roma

Hayanne Marrie
Especial para o Diário
28/11/2025 | 08:10
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FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil
FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A cobertura do Diário durante as Olimpíadas de 2016 virou um retrato vivo do entusiasmo que tomou conta da região naquele ano. Das ruas tomadas pela passagem da tocha ao brilho dos atletas brasileiros nas arenas cariocas, cada movimento ganhou espaço no jornal, que mergulhou de cabeça no clima olímpico. O Grande ABC não apenas assistiu à festa: participou dela, marcou presença e celebrou como protagonista.

A jornada começou meses antes da abertura oficial, quando a tocha olímpica cruzou São Caetano, Santo André e São Bernardo. O trajeto reuniu ídolos da casa, como Arthur Zanetti, Janeth Arcain e Hugo Hoyama, todos escolhidos para conduzir a tocha em trechos simbólicos. Representantes de Diadema e Mauá também entraram no revezamento, reforçando a ideia de que os sete municípios estavam unidos em torno do mesmo espírito olímpico.

O Diário detalhou cada etapa: mapas do percurso, horários, trechos especiais e a movimentação de moradores que lotaram ruas e praças para ver a chama de perto. O jornal acompanhou o tour da tocha, trazendo curiosidades e cobrindo a festa popular. 

A etapa regional terminou com Diego Hypólito como último condutor antes de a chama seguir rumo à capital paulista. 

COMEÇAM OS JOGOS

A partir daí, o foco se voltou para as competições oficiais e para o desempenho brasileiro nos primeiros dias. O futebol feminino abriu bem a campanha, vencendo a China por 3 a 0 no Engenhão, resultado acompanhado pelo jornal.

A representatividade local também chamou atenção: 40 atletas ligados ao Grande ABC – entre nascidos na região, moradores ou atletas formados em clubes locais – integraram a delegação brasileira, que somava 465 competidores. Era uma fatia significativa: 8,4% da equipe nacional. O jornal acompanhou cada evolução e vibrou com os destaques.

A capa de 9 de agosto trouxe um momento histórico: o primeiro ouro brasileiro, conquistado por Rafaela Silva no judô. Três dias depois, a conquista do bronze por Mayra Aguiar, na categoria até 78 kg, virou notícia de destaque, registrada como a 111ª medalha olímpica do Brasil. O encerramento das disputas do judô também deu espaço ao bronze de Rafael Silva.

A cobertura seguiu, registrando feitos como a medalha de Poliana Okimoto – a primeira de uma brasileira na natação olímpica – e o desempenho de Arthur Zanetti, que entrou para a história dos Jogos ao conquistar sua segunda medalha na ginástica artística. 

O boxe também ganhou brilho, com o ouro inédito de Robson Conceição, ex-morador de Santo André. No mar, Martine Grael e Kahena Kunze confirmaram o talento Na vela ao subir no lugar mais alto do pódio.

Para orientar o leitor, uma arte fixa atualizava diariamente o quadro de medalhas, permitindo acompanhar a evolução do Brasil. O jornal também registrou momentos amargos, como a eliminação da seleção feminina de futebol. E celebrou o ápice da modalidade no País, dedicando uma capa inteira à conquista do ouro pela seleção masculina – o primeiro da história.

Quando a chama se apagou no Maracanã, o Brasil acumulava 7 ouros, 6 pratas e 6 bronzes. No balanço final, o Diário mostrou mais que números: captou o clima, o orgulho e a intensidade com que o Grande ABC viveu os Jogos. 

As páginas daquele período seguem como testemunho de uma das fases mais vibrantes do esporte nacional – e da presença marcante da região em um evento que mobilizou o mundo todo.

De Roma a Paris, todos os detalhes levados ao público

Ao longo de mais de 60 anos, o Diário transformou cada edição dos Jogos Olímpicos em um capítulo vivo da história do esporte mundial e brasileiro. Desde a década de 1960, o jornal acompanha as conquistas do País nas arenas internacionais, registrando vitórias, polêmicas, tragédias, estreias e mudanças de época. 

Até Paris-2024, o Brasil somava 170 medalhas olímpicas – 40 de ouro, 49 de prata e 81 de bronze – com o judô liderando o quadro nacional: 28 medalhas ao todo, sendo cinco delas douradas.

O Diário já estava em circulação quando os Jogos passaram por Roma-1960 e Tóquio-1964, fases iniciais de uma cobertura que se expandiria a cada nova edição. 

Em outubro de 1968, o jornal noticiou a conquista histórica de Servílio de Oliveira, primeiro medalhista olímpico do boxe brasileiro, após vitória sobre o turco Engin Yadigar, na Cidade do México. Era o início de uma era de protagonismo crescente do País em modalidades diversas.

A cobertura também acompanhou episódios que marcaram o mundo. Em 6 de setembro de 1972, o Diário destacou os ataques terroristas em Munique, quando integrantes do grupo Setembro Negro invadiram a Vila Olímpica e atacaram a delegação de Israel. 

Quatro anos depois, em 23 de julho de 1976, o jornal registrou o feito que encantou o planeta: Nadia Comaneci, então adolescente, recebia o primeiro ‘10 perfeito’ da ginástica artística em Montreal.

Em 20 de julho de 1980, durante os Jogos de Moscou, a publicação deu foco ao boicote liderado pelos Estados Unidos – uma das expressões mais emblemáticas das tensões da Guerra Fria. 

Já em 1984, em Los Angeles, o jornal trouxe em 5 de agosto uma matéria com o título ‘O mundo olímpico também é da mulher’, celebrando o recorde de participação feminina: mais de 2.500 atletas, o maior contingente até então.

Em Seul-1988, a cobertura voltou-se a uma das maiores polêmicas da história olímpica. O Diário relatou a vitória do canadense Ben Johnson nos 100 metros e o recorde mundial estabelecido na pista, mas também o desfecho explosivo: 48 horas depois, o ouro foi cassado após o atleta ser flagrado no exame antidoping.

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DE BARCELONA AO RIO

Na edição de 26 de julho de 1992, o jornal detalhou as estreias brasileiras no vôlei e no basquete, em Barcelona. O basquete enfrentou logo na primeira rodada a forte equipe da Croácia, segunda favorita ao título atrás dos Estados Unidos e do icônico Dream Team.

A cobertura de Atlanta-1996 incluiu, em 28 de julho, o atentado no Centennial Olympic Park, episódio que sacudiu a estrutura dos Jogos. Em Sydney-2000, a edição de 1º de outubro estampou o título ‘Atletismo lava a alma do esporte brasileiro’. O texto reconhecia o brilho conquistado na pista, mas também ecoava o apelo dos atletas por mais incentivo ao esporte nacional.

Em Atenas-2004, o jornal registrou em 30 de agosto o ataque sofrido por Vanderlei Cordeiro de Lima durante a maratona. Mesmo empurrado para fora da pista pelo manifestante irlandês Cornelius Horan, Vanderlei retomou a prova e conquistou o bronze, gesto que o transformou em símbolo olímpico mundial.

A cerimônia de abertura de Pequim-2008, considerada uma das mais grandiosas da história, estampou o Diário em 9 de agosto daquele ano. Em Londres-2012, o jornal acompanhou o desempenho do jamaicano Usain Bolt, registrando em 6 de agosto sua vitória nos 100 metros com 9s63, novo recorde olímpico.

No Rio-2016, o destaque das páginas de 21 de agosto foi a primeira medalha de ouro do Brasil no futebol masculino – conquista aguardada por décadas e celebrada intensamente pelo País. Já nos Jogos de Tóquio, adiados para 2021 devido à pandemia de covid, o jornal trouxe em 4 de agosto o título: ‘Ana Marcela e dupla da vela dão mais dois ouros para o Brasil. Maratonista aquática repete história, há dez anos, e leva medalha inédita’.

Em Paris-2024, a cobertura abriu nova página simbólica dessa trajetória. Em 26 de julho, o Diário destacou a inédita cerimônia de abertura realizada fora de um estádio, levando delegações e público para as águas do rio Sena. Um marco visual e histórico que encerra, por ora, a linha do tempo olímpica registrada pelo jornal.

Ao reunir mais de seis décadas de acontecimentos, vitórias e memórias, o Diário reafirma seu papel de testemunha privilegiada da história olímpica – brasileira e mundial. Cada capa, cada linha e cada edição deixam registradas as transformações de um evento que transcende o esporte e traduz o espírito humano de cada época. 




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