Mágica À convite do ‘Diário’, mágico Ossamá Sato apresentou números que deixaram crianças cheias de curiosidade
Nicolas, Miguel e Evellyn prestigiam o show de mágicas de Ossamá Sato na sede do ‘Diário’; números, como o da mesa que flutuava, divertiram e deixaram os pequenos intrigados FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

Abracadabra! Poucas pessoas resistem a um bom número de ilusionismo. Daqueles que você vê, coça a cabeça e se pergunta como o mágico fez um objeto sumir diante dos seus olhos ou conseguiu que a carta do baralho aparecesse misteriosamente em um lugar totalmente improvável.
Celebrado em 31 de janeiro, o Dia Internacional do Mágico homenageia artistas capazes de transformar o impossível em espetáculo. A data valoriza a criatividade, a imaginação e a habilidade de quem domina uma arte que encanta públicos de todas as idades, desperta curiosidade e provoca fascínio ao mesmo tempo.
A escolha do dia tem origem religiosa e histórica, pois marca a morte de São João Bosco, ocorrida em 1888, considerado por muitos o padroeiro dos mágicos (ou prestidigitadores, como também são chamados). Segundo os registros históricos, ainda jovem, ele utilizava truques, malabarismo e acrobacias como forma de atrair crianças e jovens, unindo entretenimento e ensinamentos, o que fez com que sua trajetória se ligasse diretamente ao fantástico e incrível universo da mágica.
No Grande ABC, para celebrar a data, o Diário reuniu alguns pequenos leitores para conhecer a arte do mágico profissional Walter Takeo Sato, conhecido artisticamente como Ossamá Sato. Os truques, acumulados em quase 40 anos de carreira, fizeram sucesso.
Para Evellyn Shayanny da Costa Silva, 13 anos, moradora da Vila São Pedro, em São Bernardo, a experiência da mágica é marcada pelo impacto visual. Segundo ela, o momento que mais chamou sua atenção dentre os números de Sato, foi quando o mágico fez uma mesa flutuar. “Gostei muito da mágica da mesa flutuando. Achei muito legal ver o móvel se mexendo sozinho. Assistir um show como esse é bem legal”, comentou.
Outro convidado, o pequeno Miguel Aparecido Oliveira da Silva, 5, residente do bairro Demarchi, também em São Bernardo, não escondeu a empolgação. “Gosto de mágica porque é muito legal. O truque que mais gostei foi o do fogo. Se eu fosse um mágico, eu faria a mágica do coelho”, disse.
Quem também se encantou com as mágicas de Sato foi Nicolas Aparecido Oliveira da Silva, 8, irmão mais velho de Miguel. O garoto destacou os movimentos divertidos do artista. “Assistir ao show me deixou curioso. Também acredito que o Dia do Mágico é uma data importante para todos que trabalham com isso”, finalizou.
SUCESSO NA TV
Ossamá Sato conta ter descoberto sua paixão pela mágica ainda na infância. Incentivado desde pequeno por familiares, recebia pequenos kits de truques e ilusionismo, iniciando sua carreira em 1986, acumulando anos de arte e encantando plateias não apenas da região, mas de todo Brasil.
“Se você gosta da mágica, siga o seu sonho. Um sonho pode se tornar realidade num passe de mágica”, afirmou o artista, com alegria. Sato conta que nasceu numa família de origem humilde e transformou a persistência em combustível para sua trajetória marcada por sucesso e dedicação.
Para ele, talento precisa caminhar junto com treino e foco, já que, segundo o mágico, “todo mundo pode aprender uma mágica, mas ser um grande mágico exige esforço”.
Com diversas passagens pela televisão, o ilusionista integrou programas de sucesso como Bozo, A Praça é Nossa, Programa do Ratinho, Sérgio Mallandro e, mais recentemente, o Bom Dia & Companhia, ao lado dos palhaços Patati e Patatá.
Atualmente, Ossamá participa de um quadro educativo em que ensina mágicas usando materiais simples do dia a dia, como um guardanapo comum ou até mesmo copo descartável, reforçando o papel do ilusionismo no estímulo à imaginação infantil e provando que a mágica continua viva, e cada vez mais próxima do público.
A mágica é um universo repleto de curiosidades e nomes que atravessaram gerações. Harry Houdini se tornou lenda ao desafiar algemas, cofres e tanques de água, realizando escapismos tão extremos que atraíam médicos e policiais como testemunhas.
Já David Copperfield levou o ilusionismo a outro patamar ao transformar grandes efeitos em espetáculos narrativos, entrando para o Guinness Book ao ‘fazer desaparecer’ a Estátua da Liberdade e por voar diante de plateias.
No Brasil, o enigmático Mister M conquistou fama ao revelar truques na televisão, despertando polêmica e curiosidade, mas também educando o público sobre a técnica por trás da ilusão.
Mesmo com os segredos expostos, a arte não perdeu força. Pelo contrário: mostrou que disciplina, criatividade e precisão são tão impressionantes quanto o próprio mistério.
A mágica segue encantando porque, no fim, o verdadeiro truque está na capacidade de surpreender e emocionar.
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