Ascensão Escolha do município é sinal de que deputado federal será eleito novo comandante nacional
FOTOS: Marina Ramos/Câmara dos Deputados - José Cruz/Agência Brasil

O Cidadania definiu na noite desta terça-feira (24) que o XXI Congresso Nacional do partido será realizado em São Bernardo na próxima quarta-feira (4), a partir das 18h, em local ainda a ser divulgado. A escolha do município indica que o deputado federal Alex Manente, atual tesoureiro, líder na Câmara e que tem domicílio eleitoral na cidade, deve ser eleito o futuro presidente da agremiação.
“A definição por São Bernardo é, na verdade, uma homenagem à renovação de nossos quadros no Estado de São Paulo, onde o partido passou a ser dirigido pelo jovem vereador João Viana”, disse ao Diário o atual presidente, Roberto Freire, referindo-se ao legislador são-bernardense que assumiu o comando do diretório paulista do Cidadania em 13 de dezembro do ano passado.
A eleição do futuro presidente nacional vai ocorrer durante o Congresso em São Bernardo. Questionado sobre se Alex Manente será seu sucessor no comando da legenda, Freire não quis responder. Mas realçou a qualidade do trabalho do deputado federal. “É o líder de nossa bancada e um dos nossos melhores quadros”, afirmou o atual comandante, cujo mandato se encerra em 12 de março.
Se realmente for confirmado na presidência nacional do partido, Alex deverá abortar o projeto original de ser candidato a senador, concorrendo novamente à Câmara Federal. “O Cidadania vai priorizar a montagem de chapas para o Legislativo. Nada de Senado”, determinou Roberto Freire.
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Freire comandou nesta terça-feira, de Brasília, a reunião extraordinária do diretório nacional do Cidadania, realizada por video-conferência, onde se deliberou a realização do Congresso. Ele estava ao lado de Alex Manente. “Cumpri ordem da Justiça de restituir a ordem no partido”, declarou o atual presidente, que voltou ao comando da agremiação após longa disputa com o ex-deputado estadual fluminense Comte Bittencourt nos tribunais.
Comte Bittencourt dirigia o Cidadania desde 9 de setembro de 2023. Há pouco mais de um ano, entretanto, descobriu-se que a eleição do diretório não havia sido registrado em cartório, uma imposição do estatuto, o que tornava o comando partidário ilegítimo. Nos últimos tempos, enquanto a disputa seguia na Justiça, o imbróglio evoluiu a ponto de os funcionários ficarem sem receber – Alex, inclusive, chegou a ser afastado de suas funções na tesouraria.
“A restituição do comando do partido a quem é de direito mostra que, numa democracia, a vontade da maioria não prevalece quando não está respaldada na legalidade. A lei se impôs”, declarou Freire logo depois de encerrar a reunião do diretório nacional.
Freire também falou sobre a eleição de outubro. Sem nome ao Executivo, o Cidadania deve dar apoio a um dos candidatos à Presidência de oposição ao atual governo, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato à reeleição. “Tenho uma simpatia pessoal pelo Eduardo Leite”, disse o presidente do partido, referindo-se ao governador do Rio Grande do Sul e indicando possível composição com o PSD, comandado nacionalmente por Gilberto Kassab.
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