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Nunca entenderei

Rodermil Pizzo
16/03/2026 | 17:31
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Para quem acompanha minha coluna, sabe que eu tenho quarenta anos de atividade no turismo.

Participei de diversas camadas do negócio e posso garantir que conheço modestamente os processos, inclusive, estive docente por longos períodos em universidades de turismo, hotelaria, marketing e administração.

Ainda assim, com tamanha interação com o setor, existe algo que nunca entenderei.

Neste momento de caos internacional, se eu fosse um estrategista de uma empresa, colocaria grande parte de minhas fichas em incentivos e promoções aos turistas brasileiros, aproveitaria o dólar e euro supervalorizados, em terra brasilis, e divulgar meu negócio aos turistas estrangeiros.

Eu sei que muitos responderão de imediato, “temos custos altos, não podemos sucatear nosso produto”.

Todavia, estas mesmas empresas que dizem não poder ofertar ao turista um desconto maior ou uma condição de pagamento interessante, é a mesma empresa que gasta milhões em campanhas em TV aberta, que por sinal, já morreu para o novo público.

Veja que curioso: um site especializado em marketing, aponta hoje, que o Big Brother da Rede Globo, tem o maior custo/minuto, para inserção de publicidade.

O valor mínimo de trinta segundos, oscila entre setecentos e oitocentos mil reais, enquanto uma campanha maior, ultrapassa a casa de milhões.

A pergunta é: uma inserção de trinta segundos, tem o valor agregado maior que dar um desconto diretamente ao cliente?

“Ressaltando que estou falando de inserções para fixar a marca”, e não inserções de preços ou promoções. Resumindo, você apenas divulga sua empresa e não o que ela está vendendo naquele momento.

A verdade é única, os publicitários e marqueteiros tem por obrigação fixação da marca na mídia e torce para que isso reflita em vendas no caixa.

O que se consegue mensurar do resultado destas campanhas, de modo geral, é a associação da marca ao que ela está ligada. Algo que no momento de crise, pouco refresca e alivia.

Todos sabemos que a BMW vende carros, porém, se não temos o recurso para comprar, qual o valor desta informação para o consumidor?

Ser lembrado pelo consumidor não significa sinônimo de sucesso e permanência.

Fixar a marca, só tem valor, se as vendas estiverem equalizadas.

Todos conhecemos as marcas: Benetton, Pakalolo, Varig, Banco Nacional, Banco Santos e em breve lembraremos do Banco Master.




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