Aniversário 72 anos Sete representantes foram selecionados, irão participar da criação da entidade e aprovar estatuto
FOTO: Divulgação

A Prefeitura de Ribeirão Pires divulgou o resultado da seleção realizada para a escolha dos membros fundadores da Alerp (Academia de Letras de Ribeirão Pires). Conduzido pela Secretaria de Cultura, por meio de uma comissão, o processo definiu os sete nomes que participarão da criação oficial da entidade e da aprovação de seu estatuto.
A iniciativa integra o projeto de implantação da Academia de Letras no município, anunciado em setembro de 2025 durante a 4ª edição da Flirp (Feira Literária de Ribeirão Pires).
Na ocasião, o prefeito Guto Volpi confirmou a criação da instituição, que terá sede no CHL (Centro Histórico e Literário) Ricardo Nardelli, espaço dedicado à preservação e promoção da cultura local.
Após a análise das inscrições, currículos e portfólios apresentados, a Comissão Organizadora definiu os nomes dos sete selecionados para compor o quadro inicial de membros fundadores da Academia.
Foram escolhidos: Maria Denise Nery Santiago, Clóvis Volpi, Valéria Rocha Aveiro do Carmo, Rafael Marques da Silva, Daniela Simone Terehoff Merino, Valdemir Manoel do Carmo e Gilson Aureliano da Silva.
Os integrantes selecionados participarão da Assembleia de Fundação da entidade, etapa que inclui a aprovação do estatuto e a eleição da primeira diretoria da Academia.
A cerimônia de posse dos membros fundadores está prevista para ocorrer durante as comemorações do aniversário da cidade, momento que marcará oficialmente o início das atividades da instituição.
A secretária de Cultura e presidente da Comissão Organizadora, Rosí Ribeiro de Marco, destacou que a divulgação do resultado representa um avanço no processo de criação da Academia. “Este é mais um passo importante para consolidar a Academia de Letras de Ribeirão Pires. Estamos reconhecendo pessoas que contribuem para a produção literária e para a preservação da memória cultural da nossa cidade”, afirmou.
O processo seletivo foi realizado conforme edital público da Secretaria Municipal de Cultura, em conformidade com a Lei Municipal nº 7.173/2025, que instituiu a Academia de Letras de Ribeirão Pires.
A escolha dos membros fundadores foi feita a partir da análise das inscrições e da trajetória dos candidatos nas áreas literária, cultural ou acadêmica, com avaliação e validação da Comissão Organizadora responsável pela implantação da entidade.
Documentário sobre indígenas da região será lançado no dia 28
Ribeirão Pires se prepara para viver uma noite que irá unir cinema, memória e a cultura indígena. No próximo dia 28, às 19h, o Anfiteatro Arquimedes Ribeiro (Rua Diamantino de Oliveira, 218, Centro) será o local de lançamento do documentário Cacica Jaqueline Haywã, uma história que trata de identidade, resistência e luta dos povos originários.
A obra, que terá exibição com entrada gratuita, fortalece aspectos como o orgulho de ser indígena e a importância da preservação dos territórios, da cultura e da história. Com direção de Flávio Marin, o filme retrata a trajetória de vida da cacica Jaqueline Haywã, fazendo uma interlocução entre os pataxós da etnia Kariri Sapuyá do sul da Bahia e os que moram na região do Grande ABC.
Essa ponte expressa sentimentos, emoções e pensamentos sobre a situação no passado e presente. Fortalecendo o trabalho pela retratação da história, valorização indígena e a luta pelos seus direitos. A luta da causa é importante não só para a população indígena, mas também para toda população brasileira e mundial que se dedica para preservação do meio ambiente com suas florestas, rios e mares. Contra a violação dos direitos humanos e genocídios que ocorrem no mundo. O medo perdeu e cedeu lugar à coragem e à esperança.
Além de Ribeirão Pires, a produção terá exibições em Santo André, Mauá, Rio Grande da Serra, São Bernardo do Campo, Diadema e São Paulo.
Feito pela produtora andreense Charanga da Alegria em coprodução com a produtora cultural cacica Jaqueline Haywã, o projeto foi convidado e será exibido em Portugal e Alemanha no mês de setembro. O documentário teve filmagens realizadas nas cidades baianas de Nova Canaã, Pau Brasil e Ilhéus, além de Santo André e Ribeirão Pires.
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