Culinária Sobremesa tradicional de festas brasileiras une sabor e lendas sobre sua origem
FOTO: Divulgação

Olhar atento, criterioso, clínico e muitas vezes cirúrgico! Quem nunca se pegou sendo observado pela lupa da sogra? Foi justamente essa relação muito própria, de nora e sogra, que se deu origem a um dos docinhos mais conhecidos das festas de aniversário brasileiras: o olho de sogra.
O doce, que nada mais é do que uma ameixa seca cortada ao meio recheada com um beijinho, não tem uma história bem definida, mas é envolvido em diversas lendas, segundo a doutora em história da gastronomia da Universidade Positivo, Solange Demeterco.
Em sua pesquisa, Solange explica que a origem mais provável aconteceu há mais de um século, no hábito que as mães e avós dos maridos tinham de passar seus conhecimentos culinários à nora. Nem sempre fiéis à realidade. Foi daí que uma nora fez uma brincadeira colocando uma ameixa cortada ao meio como se fosse o olho da sogra observando o preparo do doce. Há ainda, segundo Solange, a possibilidade de que seria um “olho de cobra”, em relação à dificuldade de ter um bom relacionamento.
É daquelas datas que já nascem com trilha sonora de suspense, mas que, no fundo, sempre terminam em uma farta mesa de domingo. Para celebrar essa figura mitológica, que transita poeticamente entre uma segunda mãe afetuosa e a fiscal da alfândega do seu casamento, nada mais justo do que homenagear o docinho que carrega não apenas o seu título, mas a sua mais pura essência: o indefectível, o nostálgico e o agridoce olho de sogra.
Se a sua sogra tem aquele olhar de raio-X, mas um coração de ouro, a Marajoara Laticínios te recomenda este modo de preparo dessa iguaria. Confira!
meia xícara (chá) de água;
Em uma panela, misture o leite condensado Marajoara com o coco, o açúcar, as gemas e a água. Depois, leve ao fogo, mexendo sempre, até desprender do fundo da panela (cerca de 10 minutos). Logo após, retire do fogo e passe para um prato untado com manteiga e deixe esfriar.
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