Cena Política
ARTE: Gilmar

Depois de reverter dívida próxima de R$ 1 bilhão, a gestão do prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), emplacou mais um resultado positivo nas contas públicas e garantiu a entrada de R$ 38,4 milhões em abril, referentes à correção de repasses do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), após vitória judicial contra a Fazenda do Estado de São Paulo. O montante é fruto de ação movida pela Prefeitura para corrigir distorções no cálculo do repasse do imposto, alterado pela lei estadual nº 8.510/93. A disputa se arrastava desde 1999 e teve decisão favorável consolidada anos depois, resultando agora no pagamento via precatório. Segundo o procurador-geral Carlos Pegoretti, a decisão reconhece prejuízos históricos no rateio do imposto. Os recursos serão usados na manutenção de serviços públicos, com parte destinada à educação.
Bastidor
Internado
O secretário de Defesa Civil de Mauá, Sérgio Moraes de Jesus (foto), está internado no Hospital Nardini desde o início da semana. Segundo apurado pela coluna, a internação é decorrente de problemas renais e o estado de saúde do secretário é delicado, embora não tenha ocorrido divulgação oficial do diagnóstico. Moraes integra a gestão do prefeito Marcelo Oliveira (PT) desde o primeiro mandato e é uma das maiores referências da região quando o assunto é Defesa Civil. Ontem, houve ato em frente ao hospital em prol de seu restabelecimento.
Vacilo
As movimentações na Câmara de Diadema para a escolha de um novo presidente da mesa diretora, prevista para dezembro, têm provocado forte agitação no grupo de apoio ao prefeito Taka Yamauchi (MDB). Muitos almejam a cadeira atualmente ocupada por Rodrigo Capel (PSD), mas poucos possuem musculatura política ou prestígio suficiente para a disputa. Um dos nomes cotados é Juninho do Chicão (Progressistas), líder do governo. No entanto, para Josa Queiroz (PT), a base governista comete um equívoco. “É um vacilo por parte de alguns vereadores querer antecipar esse debate. Está muito cedo e temos uma eleição nacional e estadual”, ponderou.<EM>
Pela tangente
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), ex-prefeito de São Bernardo por dois mandatos, evitou se posicionar ao ser questionado, durante a festa do Dia do Trabalhador na Esplanada do Paço, sobre eventual apoio à vereadora Ana Nice (PT) para compor a chapa na disputa pelo Senado. Sem confirmar endosso, o ministro limitou-se a destacar o perfil da parlamentar. “Liderança negra importante. Tem experiência e legitimidade para reivindicar presença na chapa. Boa sorte.”
Comando
Presidente estadual do Podemos e prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, afirmou recentemente que pretende instalar um braço da fundação ligada ao partido no Grande ABC, com o objetivo de transformar a Oficina da Vitória em polo de formação de novas lideranças políticas na região. Para conduzir a missão, o dirigente citou o primo e presidente da Câmara, Danilo Lima. “Será um prazer contribuir na formação de novas lideranças”, afirmou Danilo, ao sinalizar disposição para assumir a tarefa.<EM>
Desacreditado
O presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, avalia que o Congresso Nacional não deve votar nem aprovar o fim da escala 6x1 ainda neste mês, mesmo após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), acelerar trâmites internos para tratar do tema. Segundo o dirigente sindical, há forte atuação de entidades patronais para postergar a pauta. Em sua avaliação, a proposta só deve avançar com maior pressão popular.
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