Tecnologia Modelo Gemini Nano roda localmente e pode ocupar até 4GB de espaço no disco; recurso gera dúvidas entre usuários
FOTO: Pexels

Usuários do Google Chrome começaram a notar arquivos de inteligência artificial instalados diretamente no computador após atualizações recentes. A situação viralizou nas redes, levantando dúvidas sobre uso de espaço e transparência, mas nem tudo o que circula é preciso.
O recurso está ligado ao Gemini Nano, desenvolvido pelo Google para rodar diretamente no dispositivo. A proposta é habilitar funções como ajuda na escrita e identificação de conteúdos suspeitos, sem depender totalmente da internet.
Na prática, o navegador pode baixar componentes desse modelo junto com atualizações. Esses arquivos ficam armazenados em pastas internas e, em alguns casos, podem ocupar até 4 Gigabytes, o que levou usuários a questionarem a instalação. Segundo a empresa, o modelo é usado em recursos como ajuda na escrita, sugestões de navegação e resumo de páginas, com processamento feito no próprio aparelho.
Apesar da repercussão, não há evidências de que isso aconteça com todos os usuários ou de forma obrigatória. A ativação pode variar conforme versão do Chrome, sistema operacional e recursos experimentais habilitados.
Outro ponto que gerou confusão é o ''''modo de'''' IA visível no navegador. Diferente do que muitos imaginam, essa função principal opera via nuvem, enquanto o modelo local tem papel complementar.
Usuários podem checar manualmente se há arquivos relacionados ao modelo local no computador:
Acesse a pasta de dados do Chrome no seu sistema
Procure por diretórios com nomes como “OptimizationGuide” ou “OnDeviceModel"
Verifique se há arquivos grandes (como .bin) associados
Também é possível revisar configurações experimentais digitando chrome://flags na barra de endereço e buscando por termos relacionados a Optimization Guide.
Especialistas apontam que a movimentação segue uma tendência global de levar a inteligência artificial para dentro dos dispositivos. Ainda assim, o caso levanta discussões sobre clareza na comunicação com o usuário, principalmente quando recursos são ativados junto com atualizações automáticas.
Até o momento, não há indicação de comportamento malicioso, mas o tema reforça a importância de acompanhar as configurações de privacidade e armazenamento do navegador.
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