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Google baixou IA no seu PC? Veja como descobrir

Modelo Gemini Nano roda localmente e pode ocupar até 4GB de espaço no disco; recurso gera dúvidas entre usuários

Loik Marques
06/05/2026 | 13:20
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FOTO: Pexels Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Usuários do Google Chrome começaram a notar arquivos de inteligência artificial instalados diretamente no computador após atualizações recentes. A situação viralizou nas redes, levantando dúvidas sobre uso de espaço e transparência, mas nem tudo o que circula é preciso.

O recurso está ligado ao Gemini Nano, desenvolvido pelo Google para rodar diretamente no dispositivo. A proposta é habilitar funções como ajuda na escrita e identificação de conteúdos suspeitos, sem depender totalmente da internet.

Na prática, o navegador pode baixar componentes desse modelo junto com atualizações. Esses arquivos ficam armazenados em pastas internas e, em alguns casos, podem ocupar até 4 Gigabytes, o que levou usuários a questionarem a instalação. Segundo a empresa, o modelo é usado em recursos como ajuda na escrita, sugestões de navegação e resumo de páginas, com processamento feito no próprio aparelho.

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Apesar da repercussão, não há evidências de que isso aconteça com todos os usuários ou de forma obrigatória. A ativação pode variar conforme versão do Chrome, sistema operacional e recursos experimentais habilitados.

Outro ponto que gerou confusão é o ''''modo de'''' IA visível no navegador. Diferente do que muitos imaginam, essa função principal opera via nuvem, enquanto o modelo local tem papel complementar.

Usuários podem checar manualmente se há arquivos relacionados ao modelo local no computador:

Acesse a pasta de dados do Chrome no seu sistema

Procure por diretórios com nomes como “OptimizationGuide” ou “OnDeviceModel"

Verifique se há arquivos grandes (como .bin) associados

Também é possível revisar configurações experimentais digitando chrome://flags na barra de endereço e buscando por termos relacionados a Optimization Guide.

Especialistas apontam que a movimentação segue uma tendência global de levar a inteligência artificial para dentro dos dispositivos. Ainda assim, o caso levanta discussões sobre clareza na comunicação com o usuário, principalmente quando recursos são ativados junto com atualizações automáticas.

Até o momento, não há indicação de comportamento malicioso, mas o tema reforça a importância de acompanhar as configurações de privacidade e armazenamento do navegador.

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