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Dor no joelho: quando a cirurgia realmente é necessária?

Tratamentos conservadores vêm ganhando espaço, mas a indicação cirúrgica depende de sintomas, exames e impacto na rotina

20/05/2026 | 15:44
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FOTO: Pexels Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A dor no joelho está entre as queixas mais frequentes nos consultórios de ortopedia, principalmente a partir dos 40 anos. Com o aumento da prática de atividade física nessa faixa etária e o envelhecimento da população, cresce também a dúvida sobre quando a cirurgia é realmente necessária.

Dados internacionais indicam que doenças do joelho estão entre as principais causas de dor crônica e limitação funcional em adultos. No Brasil, o cenário acompanha o aumento da longevidade e da busca por qualidade de vida, com mais pessoas tentando manter uma rotina ativa mesmo diante de desconfortos articulares.

A dor pode ter diferentes origens. Desgaste da cartilagem, lesões de menisco, alterações ligamentares e sobrecarga repetitiva estão entre as causas mais comuns. Por isso, a decisão de operar ou não não depende apenas do diagnóstico, mas da combinação entre sintomas, exame físico e impacto na rotina.

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De acordo com o ortopedista especialista em joelho Thales Rama, a maior parte dos casos é tratada inicialmente sem cirurgia. Fortalecimento muscular, ajuste de carga, reabilitação e controle de fatores como o peso corporal costumam trazer bons resultados, principalmente nos quadros iniciais.

Nos últimos anos, aumentou a procura por alternativas menos invasivas, como infiltrações e outras abordagens que ajudam no controle da dor. Quando bem indicadas, podem contribuir para melhora funcional, mas não substituem um tratamento estruturado.

O principal erro é buscar uma solução isolada. O tratamento do joelho precisa considerar o conjunto de fatores envolvidos em cada caso.

Quando a cirurgia passa a ser considerada

A cirurgia entra na decisão geralmente quando há limitação importante das atividades, dor persistente mesmo após tratamento adequado ou instabilidade que compromete a função do joelho.

Em algumas lesões, como rupturas ligamentares ou determinados tipos de lesão de menisco, o procedimento pode ser necessário para restaurar estabilidade, qualidade de vida  e evitar progressão do quadro.

Ainda assim, a decisão não é automática. O momento da cirurgia precisa ser bem definido para que o resultado seja satisfatório.

Sinais que merecem avaliação

-Dor que persiste por semanas

-Dificuldade para atividades como subir escadas

-Sensação de instabilidade

-Inchaço recorrente

-Limitação progressiva de movimento
 
A dor no joelho não deve ser ignorada, mas também não precisa necessariamente ser abordada com pressa. O melhor resultado costuma vir de uma decisão bem conduzida ao longo do tempo.

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