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Chevrolet Sonic já vendeu mais de 14 mil unidades, mas como anda?

SUV de pequeno porte tem calibração especial e bom comportamento em ambiente urbano; confira as primeiras impressões ao dirigir

Vagner Aquino
22/05/2026 | 08:00
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FOTO: Vagner Aquino/DGABC
FOTO: Vagner Aquino/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Há exatamente duas semanas o mundo conhecia o novo Chevrolet Sonic, um SUV pequeno, posicionado abaixo do Tracker, e que concorre com modelos como Renault Kardian, Fiat Pulse e os Volkswagen Tera e Nivus. O novato chegou às concessionárias nos últimos dias. Na Viamar de São Bernardo, por exemplo, o lançamento aconteceu nesta quarta-feira (20). O Diário esteve presente, e aproveitou para dar uma voltinha no carro que, do dia 7 até agora, já vendeu maiss de 14 mil unidades.

De acordo com a GM, este é o maior volume já registrado pela marca na estreia comercial de um veículo no país. O modelo é, declaradamente, o principal lançamento da Chevrolet em 2026. Visualmente, o Sonic é moderno, tem dianteira ao estilo de Tracker, Montana e tantos outros modelos por aí, com faróis abaixo de luzes DRL. A traseira tem desenho alinhado à nova identidade global da marca. Só não é um SUV cupê, como a marca insiste em chamar. Tem certa caída do teto em direção à traseira, mas nada tão convincente a ponto de receber tal título.

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A fabricante deixa claro que os preços promocionais de lançamento do Chevrolet Sonic seguem em vigor e continuam disponíveis em toda a rede de concessionárias da marca. Portanto, o modelo custa R$ 129.990 na versão Premier e R$ 135.990, na RS. 

Pelo montante, vem, de série, com motor 1.0 turboflex de até 115 cv de potência e torque de 18,9 mkgf. É o mesmo do Tracker, porém, com calibração especifica. O câmbio é automático de seis marchas.

Comportamento

Feito para conquistar o consumidor que deseja sair da categoria de hatches sem alcançar o patamar de preço dos SUVs compactos e médios, o Sonic tem comportamento refinado. No entanto, sem abrir mão da praticidade e da certa robustez que o segmento exige.

O Diário teve um breve contato com o SUV pelos arredores da concessionária, durante seu lançamento na Viamar. Ao volante, não é surpreendente - lembra bastante o resto da família -, mas agrada. Embora compartilhe a base mecânica dos irmãos mais velhos, a calibração específica deixa o Sonic mais ágil em retomadas. Com torque de 18,9 mkgf, tem boas respostas de aceleração. Vai de 0 a 100 km/h em cerca de 10 segundos. Atende muito bem, em uso urbano.

A suspensão, pensada para o (péssimo) asfalto brasileiro absorve bem imperfeições do solo. Por ser mais alto, enfrenta valetas e remendos de pista sem comprometer o conforto dos ocupantes. Inclusive, passamos por ruas de paralelepípedo e nada de incômodo fora do comum, tanto em relação a sacoleijos quanto a barulhos. Há, evidentemente, alguma reverberação (típica desse tipo de carro), mas nada de quicar excessivamente ou ter batidas secas. 

Ponto positivo para o isolamento acústico que, de acordo com a consultora de vendas da Viamar, Kamilla Aguiar, que nos acompanhou no test-drive, tem relação direta com a correia banhada a óleo. "Esse tipo de correia reduz atrito e, consequentemnte, diminui o ruído do motor, o que melhora o silêncio a bordo", pontua. 

De fato, a engenharia conseguiu entregar uma cabine relativamente silenciosa para a categoria. O barulho do motor de três cilindros aparece de maneira sutil, e os ruídos aerodinâmicos são quase imperceptíveis. No entanto, cabe pontuar que não passamos dos 50 km/h, como mandam os limites de velocidade urbanos. Como no Tracker, a posição de dirigir é boa, elevada, oferece visibilidade excelente. O banco do motorista tem ajuste de altura, cabe pontuar.

Equipamentos

O volante é multifuncional e os comandos do carro estão posicionados de maneira intuitiva. A central multimídia, integrada ao painel digital, é fácil de operar e tem conectividade com Android Auto e Apple CarPlay. 

Tem câmera de ré, carregador de celular por indução, e até estacionamento automático, que a GM chama de Easy Park (funcaiona em vagas paralelas e perpendiculares e só precisa controlar os pedais de freio e acelerador) e pacote avançado de assistências à condução. Mas, a GM insiste nas trocas de marcha sequenciais por meio de botões na alavanca do câmbio (não tem borboletas atrás do volante) e em não colocar freio de estacionamento por botão. Já passou da hora, diga-se.

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