Carros de segunda mão Acreditar em mitos pode fazer o proprietário do automóvel perder dinheiro na hora da negociação, que exige estratégia, informação e escolha de canais adequados
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) apontam que o mercado de veículos seminovos e usados mantém ritmo aquecido em 2026. No primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), houve alta de 12,7% na comparação com o mesmo período de 2025. No total, foram negociados 4,4 milhões de unidades. Cabe pontuar que, em 2025, houve crescimento de 17,3% em relação a 2024. Respectivamente, 18.508.929 frente a 15.777.594 registros.
Apesar do cenário favorável, ainda há muita desinformação que prejudica quem decide vender um carro. De olho nisso, o Diário resolveu listar as cinco principais mentiras que rondam o mercado sobre a venda de seminovos e o que diz o mercado na prática.
Carro só desvaloriza?
Embora a depreciação exista, o comportamento recente mostra o contrário em vários casos. A alta demanda por usados, impulsionada pelo encarecimento dos modelos zero-quilômetro, fez com que os preços subissem de forma consistente nos últimos anos, tornando o carro um ativo mais resiliente. “O carro deixou de ser apenas um bem de consumo e passou a ter papel estratégico no patrimônio das famílias”, afirma Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, empresa especializada em intermediação de venda de veículos.
Vender por conta própria é mais vantajoso?
Tem gente que acredita que vender por conta própria garante, sempre, mais lucro. No entanto, na prática, não é bem assim, pois existem custos ocultos, tempo de negociação, riscos de inadimplência e falta de conhecimento sobre precificação. Como muita gente não calcula o custo do tempo, da insegurança e da negociação mal feita, no fim, pode sair mais caro do que parece. Isso faz com que a pessoa perca dinheiro. Na maioria dos casos, optar pela intermediação acaba ficando mais seguro e, desse modo, torna o processo bem mais rápido.
Intermediadora sempre paga menos?
O cenário mudou com a profissionalização do setor e o uso de dados. Existem plataformas e redes estruturadas que conseguem gerar concorrência entre compradores e oferecer propostas mais alinhadas ao valor real de mercado. "Hoje, a tecnologia usada na Vaapty, por exemplo, permite que a gente tenha acesso a uma plataforma com mais de 25 mil compradores, simultaneamente, o que aumenta a transparência e a competitividade", afirma o executivo. Sem contar que, quanto mais demorar a vender, mais desvalorizado o veículo fica.
Quanto mais anúncios, melhor?
O excesso de exposição pode gerar efeito contrário, desvalorizando o veículo ao transmitir urgência ou dificuldade de venda. Portanto, estratégia e posicionamento são mais relevantes do que volume. O importante não é estar em todos os lugares, mas nos lugares certos, com a precificação correta.
Será que o melhor momento para vender já passou?
Essa ideia não se sustenta diante dos dados. O mercado segue aquecido, com demanda consistente e oferta ainda limitada em algumas faixas de veículos. "O Brasil vive um ciclo positivo para seminovos. Quem entende o momento e usa informação a seu favor consegue fazer ótimos negócios", conclui o CEO da Vaapty.
LEIA MAIS:
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.