Política Titulo Em São Caetano

Comissão processante contra Gianello é aprovada na Câmara

Processo de cassação por improbidade administrativa tem prazo de 90 dias para ser concluído

26/05/2026 | 18:53
Compartilhar notícia
Celso Luiz/DGABC
Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A Câmara de São Caetano aprovou com 19 votos favoráveis e dois contrários, nesta terça-feira (26) a comissão processante em desfavor do vereador Matheus Gianello (PL). Agora os vereadores iniciam os ritos para formar o grupo de trabalho formado por três parlamentares que tem prazo de 90 dias para investigar as condutas do denunciado por supostas práticas irregulares. Entre as quais, ato de improbidade administrativa, violação de decoro parlamentar e de conduta incompatível com a dignidade do cargo.

A denúncia foi protocolada no Legislativo, no fim da semana passada, pelo empresário e morador da cidade Marcelo Jesus Camargo. Gianello, que recentemente se envolveu em bate-boca acalorado com o correligionário e colega de Parlamento Caio Salgado - e o acusa de agressão -, afirma ser alvo de retaliação política por se colocar como opositor ao prefeito Tite Campanella (Republicanos). O vereador é afilhado político do ex-chefe do Executivo José Auricchio Júnior (PSD).

O pedido de destituição está baseado no inquérito civil em curso no MP-SP (Ministério Público de São Paulo). A 7ª Promotoria de Justiça da Comarca apura denúncias sobre a manutenção de funcionários fantasmas no entorno do parlamentar. Ana Carolina Oliveira Bruno, nomeada para a chefia de gabinete, teria recebido remuneração integral sem ter trabalhado. A ex-comissionada – exonerada em 10 de março –, segundo a acusação, viajou para a Itália entre 22 de junho e 4 de julho de 2025, sem pedir férias ou afastamento das funções.

DGABC

A pedido do MP-SP, a PF (Polícia Federal) confirmou, por meio de certidão do sistema de tráfego internacional, que a servidora Ana Carolina Oliveira Bruno entrou e saiu do Brasil no período em apuração. A acusação formulada junto à Promotoria indica que Gianello teria cometido grave negligência, uma vez que estava ciente sobre a viagem da então chefe de gabinete, que recebeu salário de R$ 17.487,86, sem descontos.

Esse recorte da ação no MP-SP – que também analisa práticas semelhantes cometidas por outro assessor do parlamentar –, segundo Marcelo Camargo, foi o que baseou a denúncia na Câmara e não por perseguição política. O empresário foi candidato a vereador em 2024 pelo União Brasil, quando obteve 1.317 votos, mas, como não está filiado a nenhum partido, perdeu a suplência.

Reportagem em atualização




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;