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Grande ABC tem quatro cidades entre as 20 com maior taxa de homicídio do Estado

Ribeirão está na 9ª posição, com 20,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes; na sequência aparecem Sto.Andre (10ª), Mauá (15ª) e Diadema (16ª)

27/05/2026 | 08:03
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André Henriques/DGABC (foto ilustrativa)
André Henriques/DGABC (foto ilustrativa) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC tem quatro cidades entre as 20 mais violentas do Estado, segundo levantamento do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Ribeirão Pires, município que possui a maior taxa de homicídio da região, está na 9ª posição, com 20,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Os índices criminais utilizados no estudo são de 2024.

Na sequência estão Santo André (10ª), Mauá (15ª) e Diadema (16ª), com taxas de 20, 17,9 e 17,3, respectivamente. Os menores índices do Grande ABC são de São Caetano (13,4), que ficou na 27ª posição, e São Bernardo (7,4), na 60ª colocação. A Capital aparece no 21º lugar, com taxa de 15,3. 

No total, foram avaliados 79 municípios no Estado e 336 no País com mais de 100 mil habitantes. No Grande ABC, apenas Rio Grande da Serra, que tem aproximadamente 44 mil moradores, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), não foi analisado. (Veja dados na tabela)

DGABC

O Estado de São Paulo apresentou a menor taxa de homicídios do Brasil, com 6,6, puxado por cidades com baixos indicadores, como Santa Bárbara D’Oeste (3,2), Bragança Paulista (3,8) e Itatiba (4). No Brasil, o número é o menor em 11 anos, com queda do índice de 30,2 em 2014 para 20,1 em 2024. O Amapá apresentou o maior indicador do País, com 45,7 homicídios por 100 mil habitantes. 

O advogado penal e constitucional Ilmar Muniz destacou que uma taxa considerada adequada deveria ficar abaixo de 10 homicídios por 100 mil habitantes. “Acima disso, já existe um sinal de alerta importante para a segurança pública. Municípios com alta densidade populacional apresentam maior desigualdade social, atuação do crime organizado e conflitos urbanos mais intensos. Porém, quando tratamos de homicídio, há fenômenos importantes que se ligam à baixa escolaridade e alta vulnerabilidade”, apontou o especialista.

A Secretaria de Segurança Cidadã de Santo André afirmou que, apesar de a cidade estar com a segunda maior taxa do Grande ABC, e a 10ª do Estado, o município segue abaixo da média nacional. “Santo André atua de forma complementar e preventiva, com investimentos contínuos em tecnologia, inteligência e integração operacional entre as forças de segurança”, esclareceu a Pasta.

A Secretaria de Segurança Pública e a Guarda Civil Municipal de Mauá, que ficou na terceira posição na região e na 15ª no território paulista, informaram que atuam de forma permanente em apoio às iniciativas de segurança pública do Estado. “A taxa de homicídios é um indicador complexo, influenciado por diversos fatores sociais, econômicos e criminais.”

São Bernardo, que teve a melhor posição (60ª no Estado e a última colocada no Grande ABC), avaliou de forma positiva os dados. “O resultado reflete o fortalecimento das ações de prevenção, presença territorial, integração entre forças de segurança, treinamento e ampliação dos investimentos em tecnologia e monitoramento.”

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) disse que acompanha os indicadores criminais do Estado e que, para auxiliar na redução dos crimes contra a vida, desenvolveu o SPVida, programa que promove a integração das forças de segurança na análise das ocorrências, levando em conta o contexto, a motivação, o local e outros elementos relacionados aos crimes. As informações auxiliam na elaboração de estratégias voltadas à prevenção. 

BRASIL

Além do comparativo por município, o Atlas da Violência destaca que as mulheres negras são as maiores vítimas de violência letal, com taxa de 27,3 superior ao índice de 2,4 por 100 mil mulheres entre vítimas não negras.

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