Caiu o padrão Superesportivo elétrico recebeu críticas por adotar estilo crossover, quatro portas e linhas (bastante) minimalistas
FOTO: Divulgação

Apenas 2,5 segundos. Esse é o tempo que o novo modelo da Ferrari leva para acelerar entre 0 e 100 km/h. Mas, apesar do número digno de superesportivo, o primeiro veículo 100% elétrico da marca italiana - chamado de Luce (luz, em italiano) - não agradou. Afinal, o design assinado em parceria entre a fabricante e a LoveFrom (estúdio liderado pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive) foi alvo de críticas por parte do público e até de chefes de outras fabricantes logo após sua revelação. Inclusive, houve queda de 8% nas ações da companhia (bolsa de Milão) após o anúncio do carro.
O modelo, que custará 550 mil euros (R$ 3,2 milhões, na conversão direta), se afasta totalmente do visual típico da Ferrari. Bem ao estilo atual, tem linhas minimalistas (até demais) e carroceria "SUVzada". Seu jeitão de crossover rende, inclusive, espaço para cinco ocupantes. Algo nunca experimentado na Ferrari. Tem, ademais, quatro portas, e rodas de 23 polegadas na dianteira e 24" na traseira.
Mesmo em um momento de desaceleração global do mercado de veículos elétricos de luxo, o modelo abandona completamente a combustão e os motores com cilindros em V. Tem, no total, quatro motores elétricos (um em cada roda) e potência combinada de 1.050 cv. São 100,9 mkgf de torque, que ajudam a levar o grandalhão de 5 metros a 310 km/h de velocidade máxima. A autonomia é estimada em mais de 530 km, isso é mérito da bateria com capacidade de 122 kWh que integra a estrutura do chassi. A ideia é, a princípio, melhorar a distribuição de peso e a rigidez do conjunto.
Por dentro, o objetivo era manter a tradição. Tem telas digitais, comandos físicos metálicos e volante com controles - mas nada que empolgue. Na tecnologia, oferece grade ativa, suspensão adaptativa, assinatura sonora que varia conforme velocidade do carro e até sistema que modula a entrega de potência por meio de aletas atrás do volante.
O novo modelo deverá chegar ao mercado europeu a partir do segundo semestre deste ano. Resta saber se vai vender.
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