Assembleia Presidente do Sindicato dos Borracheiros, Márcio Ferreira, afirma que as negociações seguem sem avanço após sete reuniões
Celso Luiz/DGABC

Trabalhadores da Bridgestone participaram nesta quarta-feira (27) de uma assembleia de campanha salarial promovida pelo Sintrabor (Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região). O presidente da entidade, Márcio Ferreira, afirmou que as negociações seguem sem avanço após sete reuniões e a proposta da empresa foi negada. Segundo ele, o objetivo é ter PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de R$ 15 mil. A companhia, no entanto, oferece R$ 8.000.
“A empresa quer sair de uma PLR de R$ 14 mil, que foi o valor pago no ano passado, para R$ 8.000. Os trabalhadores solicitam R$ 15 mil. Enquanto eles não apresentarem uma proposta razoável, não vamos trazer para votação. Precisam pagar pelo menos o que foi repassado em 2025, não menos”, comentou Márcio Ferreira.
Entre as outras reivindicações, estão a reposição da inflação já na data-base em 1º de junho, sem adiamento para janeiro, fornecimento de vale-compra e redução da escala de trabalho, considerada desgastante pelos funcionários.
O presidente do sindicato também afirmou que a categoria poderá discutir paralisações ou outras medidas após o início da data-base. Durante a fala, criticou a justificativa da empresa relacionada à concorrência com pneus importados e afirmou que o tema já vinha sendo debatido pela entidade desde 2021. Ao final da assembleia, Márcio pediu união dos trabalhadores durante a campanha salarial e reforçou que a entidade pretende manter as conquistas já obtidas pela categoria.
Em nota ao Diário, empresa reforça que mantém diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores. "A companhia tem como prioridade o cumprimento de todas as normas e da legislação trabalhista vigente no país, mas não comenta negociações trabalhistas em andamento. Também reafirma seu compromisso com sua equipe, a sustentabilidade do negócio e o desenvolvimento econômico e social de Santo André."
PROMETEON
O sindicato também rejeitou nesta quarta nova proposta da Prometeon de aplicar medidas semelhantes à fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, por considerar os termos inferiores aos benefícios já conquistados. Segundo a entidade, a empresa concordou em pagar a reposição da inflação na data-base de 1º de junho, não mais em dezembro. Apesar disso, não contemplou os pedidos por PLR de R$ 15 mil, fornecimento de vale-compras e redução de jornada.
A Prometeon comunicou que segue em comunicação com a entidade e reforça compromisso com a busca de entendimentos que "contribuam para o avanço das negociações e para a construção de soluções alinhadas entre as partes". "Neste momento, aguarda o retorno oficial do sindicato para dar continuidade às negociações e avaliar os pontos apresentados", completou.
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