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Ex-secretário é conduzido ao DP e liberado em poucas horas

Miranda, que atuou nas gestões Maranhão e Penha, constava como procurado da Justiça

27/05/2026 | 23:17
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FOTO: Wilson Guardia/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Gilmar Miranda de Almeida Yamada, ex-secretário de Governo nas gestões Penha Fumagalli e Gabriel Maranhão – à época no PSD e PSDB, respectivamente – em Rio Grande da Serra, foi detido nesta quarta-feira (27) à tarde por policiais militares, conduzido ao DP (Distrito Policial) da cidade por naquele momento ser procurado por extorsão, e liberado em poucas horas.

Equipe da Força Tática, segundo apurou a reportagem, realizou a abordagem na Rua Prefeito Cido Franco, no Centro de Rio Grande, após receber denúncia de um “ator político” opositor a Gilmar.

No DP, o delegado titular da cidade, Márcio Macedo, liberou Gilmar Miranda poucas horas após ter entrado na unidade. “Verifiquei com o Judiciário se o contramandado em posse do homem era válido. Constatada a legalidade do documento, BO (boletim de ocorrência) para comunicação foi elaborado e Gilmar liberado”, explicou a autoridade.

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A ação dos policiais militares, todavia, não foi ilegal, uma vez que há um atraso na atualização das informações no sistema judiciário e, por isso, o mandado ainda constava como aberto.

Gilmar Miranda foi condenado a quase cinco anos de reclusão pelo crime de extorsão e desde o dia 30 de março era procurado pela Justiça.

O advogado Vinícius Amante, que faz a defesa do ex-secretário, explicou que o habeas corpus concedido pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) teve votação unânime. O defensor também afirmou que o processo criminal segue no STJ (Supremo Tribunal de Justiça) em grau de revisão por erro na tipificação criminal.

“Ainda que eventualmente meu cliente tenha se excedido, o que pode ter sido interpretado como uma ameaça, isso não configura extorsão. No máximo, uma prática de cobrança excessiva - usura - e ameaça, crimes de menor potencial ofensivo, que não incorreriam em pena de prisão”, disse o advogado.

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