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São Bernardo registra novo caso de intoxicação por metanol

Um homem de 51 anos foi internado no Hospital de Urgência da cidade

28/05/2026 | 11:20
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


São Bernardo registrou mais um caso confirmado de intoxicação por metanol. Segundo a Prefeitura, um homem de 51 anos foi internado no Hospital de Urgência do município no dia 19 de maio, após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação pela substância. A confirmação ocorreu na terça-feira (26).

Desde o início do surto de casos de intoxicação por metanol, em setembro do ano passado, o Grande ABC registrou 23 ocorrências e quatro óbitos. Somente em São Bernardo, são 15 notificações confirmadas e três mortes.

De acordo com a administração municipal, o paciente já recebeu alta e segue em recuperação. A Vigilância Sanitária investiga para identificar o local onde a bebida adulterada teria sido consumida.

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Segundo relato da filha do paciente, que preferiu não se identificar e afirmou não ter autorização do pai para divulgar o nome do estabelecimento, o homem consumiu vodca da marca Smirnoff nos dias 15 e 16 em um local na Vila São Pedro, onde frequentava regularmente.

Ela contou que os primeiros sintomas surgiram nos dias seguintes, incluindo confusão mental, visão esbranquiçada e tontura. O atendimento inicial ocorreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila São Pedro. No dia seguinte, após receber medicação, o quadro se agravou e o homem perdeu completamente a visão. Ele foi então levado ao Hospital de Urgência de São Bernardo, onde deu entrada com suspeita de intoxicação por metanol.

A filha da vítima descreveu o período de internação, dos dias 19 a 22, como momentos de aflição para a família. “Orei muito. Foram os piores dias da minha vida. Aqui em casa, é somente eu, meu pai, minha irmã e meu filho de 5 anos. Meu pai é o alicerce da família. Quando ele internou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), pensei que nunca mais ia vê-lo, mas me apeguei muito a Deus”, disse.

Segundo ela, o familiar, que é motoboy, deixou o hospital sem sequelas. “Meu pai saiu andando pela porta da frente sem nenhum problema. A visão voltou completamente e ele já está trabalhando normalmente”, completou.

COMISSÃO

No início deste mês, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) arquivou a investigação aberta para apurar o surto de intoxicação por metanol registrado em 2025 em São Bernardo. O promotor Marcelo Sciorilli considerou suficientes as medidas adotadas pelo poder público municipal, pelas forças policiais e pela Câmara ao longo das apurações.

O presidente da comissão que investigou os casos, o vereador Julinho Fuzari (Republicanos), pontuou que o município mantém um protocolo específico para identificar rapidamente suspeitas de intoxicação por bebidas adulteradas.

De acordo com o parlamentar, quatro estabelecimentos foram apontados pelo paciente e estão sendo alvo de coleta e análise de bebidas pela Vigilância Sanitária. Os nomes e os bairros não foram divulgados para evitar exposição sem confirmação técnica.

“Estamos esperando a conclusão das análises dessas bebidas para verificar se foi ingerido em um desses locais e tomar as medidas administrativas cabíveis”, disse.

NA REGIÃO

São Bernardo contabiliza 15 confirmações de intoxicação por metanol e 145 notificações descartadas. O município também registrou três mortes, sendo duas de moradores da cidade e uma de um paciente de outro município.

Nas demais cidades do Grande ABC, o cenário é diferente. Santo André informou não ter registrado ocorrências suspeitas ou confirmações em 2026. Em 2025, houve dois registros, sem mortes.

Em São Caetano, foram contabilizadas quatro casos no ano passado, todos envolvendo moradores de outras cidades que consumiram a bebida fora do município. Neste ano, não houve registros.

Diadema também não teve confirmações nem mortes relacionadas ao metanol até fevereiro deste ano. Já Mauá confirmou duas ocorrências no mesmo período, incluindo uma morte em 29 de janeiro.

Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra afirmaram não ter contabilizado episódios de intoxicação por metanol.

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