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Santo André contra eventos extremos

Edinilson Ferreira dos Santos
05/06/2026 | 09:00
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O alerta de especialistas sobre a possibilidade de um ‘Super El Niño’ nos próximos meses reforça a urgência de adaptação das cidades aos eventos extremos. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico tropical, o fenômeno altera padrões climáticos em diferentes regiões do planeta. Caso este cenário se confirme, o Sudeste brasileiro poderá enfrentar ondas de calor mais intensas e prolongadas, além do aumento de tempestades.

Diante deste contexto, como Santo André se prepara para enfrentar os eventos agravados pelas mudanças climáticas?

A cidade desenvolve há anos políticas públicas voltadas à redução de emissões de carbono, à promoção da sustentabilidade e ao fortalecimento da resiliência dos territórios, buscando proteger vidas, o patrimônio e a biodiversidade. E ao olhar para os dois primeiros anos da gestão do prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania), ações já implementadas ou em desenvolvimento destacam ainda mais o município na governança ambiental da região.

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Estávamos acostumados com o uso de infraestrutura cinza, baseada em canalização e drenagem de concreto. Hoje, a cidade prioriza a renaturalização de cursos d’água e práticas de Soluções Baseadas na Natureza, como jardins de chuva e sistemas agroflorestais, para controlar inundações, aumentar o conforto térmico e resiliência em áreas vulneráveis.

De forma inédita, caminhamos para instituir as políticas de Agricultura Urbana e Periurbana e de Mudança do Clima, o que será mais um marco para a nossa agenda ambiental e climática. A primeira assume papel fundamental para estimular a ocupação produtiva de áreas ociosas e degradadas, ampliar áreas verdes, reduzir ilhas de calor e aumentar o sequestro de carbono, além de facilitar o acesso a alimentos frescos e saudáveis. 

Já a Política de Mudança do Clima permitirá integrar o tema às políticas de planejamento urbano, desenvolvimento econômico, habitação, mobilidade, saúde, saneamento, assistência social, educação e obras, contribuindo para nortear metas mais claras de baixa emissão de carbono e o processo de transição energética e ecológica.

O enfrentamento aos eventos extremos também passa pelo fortalecimento da fiscalização contra crimes ambientais e das ações contínuas de monitoramento, prevenção e resposta rápida a emergências. Esta tarefa, porém, vai além e é coletiva.

Neste 5 de junho, Dia do Meio Ambiente, precisamos refletir sobre o papel de cada um diante dos desafios climáticos. Cabe ao poder público planejar, investir e implementar as políticas públicas, mas a adaptação a esta realidade precisa levar em consideração cada modo de produzir, consumir e agir sobre o meio ambiente. 

Edinilson Ferreira dos Santos é secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André.




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