Sistema movimenta R$ 279 bilhões entre janeiro e junho de 2026 e amplia vendas; Disal supera média do mercado com alta de 59% no volume comercializado
FOTO: Denis Maciel/DGABC

O mercado de consórcios encerrou o primeiro semestre de 2026 em ritmo de expansão, com recordes em vendas, volume de negócios e número de participantes. Dados da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), divulgados nesta semana, mostram a comercialização de 2,82 milhões de novas cotas entre janeiro e junho - alta de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025. O setor movimentou R$ 278,99 bilhões, avanço de 25,5%, e atingiu 13,36 milhões de consorciados ativos. Este é, portanto, o maior patamar da série histórica recente.
O segmento de imóveis liderou o crescimento das vendas, com alta de 41,9%, seguido por eletroeletrônicos e bens móveis duráveis (21,3%), serviços (14%), motocicletas (8,6%) e veículos leves (4,9%). O segmento de pesados, todavia, caiu 6,9%. No período, 890,2 mil participantes foram contemplados, liberando R$ 63,77 bilhões em créditos, aumento de 11,3% na comparação anual.
Disal é destaque
Entre as administradoras, a Disal Consórcio apresentou desempenho acima da média do mercado. A empresa comercializou R$ 4,9 bilhões em créditos no primeiro semestre de 2026, resultado 59% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O crescimento supera, com folga, o avanço de 25,5% do volume de negócios do setor e já corresponde a aproximadamente 73% de tudo o que a companhia comercializou ao longo do ano passado.
"Estamos observando uma mudança no comportamento do consumidor. Em vez de buscar apenas acesso ao crédito, ele busca previsibilidade financeira e planejamento para adquirir veículos e imóveis. Esse movimento fortalece o consórcio como alternativa ao financiamento tradicional e demonstra a maturidade do mercado brasileiro", afirma Fábio Souza, CEO do Grupo Disal.
Além do aumento no volume de créditos, a administradora ampliou sua carteira ativa de clientes em 3,4%, chegando a 149 mil cotistas, e elevou em 20% o ticket médio das cotas, que passou para R$ 107.569. A empresa também registrou crescimento de 19% nas vendas de cotas de veículos e quase 10 mil contemplações no semestre, alta de 13%.
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