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Estado diminui período de redução de pressão da água de 10h para 8h

Segundo Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, o novo horário passa a ser de 22h às 6h

31/07/2026 | 19:45
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Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A partir de agosto a redução da pressão da água no período noturno pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a chamada GDN (Gestão de Demanda Noturna), será reduzida de 10 para 8 horas, seguindo metodologia de gestão hídrica adotada pelo Estado. Pela medida, o novo horário passa a ser de 22h às 6h, deliberado pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) nesta sexta-feira (31), seguindo recomendação do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, composto pela Arsesp e pela SP Águas. 


Segundo a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), a redução do horário se dá por causa da mudança da faixa 3 para a 2 na curva de contingência do Cantareira que integra exclusivamente a metodologia de gestão hídrica estadual. "A melhora nas condições é resultado de chuvas e afluências acima do previsto na região do sistema no mês de junho e na semana de 20 a 26 de julho, quando foi registrado volume de 31,6 milímetros de chuva, 177% acima do previsto nos modelos meteorológicos", comunicou.


 Ainda de acordo com a Pasta, o município de Extrema (MG), localizado na bacia do rio Jaguari, uma das principais áreas de contribuição hídrica para o Sistema Cantareira, registrou precipitação de 61,2 mm na penúltima semana de julho, equivalente a 144,3% da média climatológica do mês para o sistema.

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"Choveu mais que o esperado, e isso apareceu principalmente nas afluências — na água que chega aos reservatórios. Mas é importante dizer: continuamos com acumulados baixos na série histórica. O volume útil de hoje não está acima da média histórica; ele está 2,67% acima do que projetávamos para julho. Ou seja, a reservação respondeu positivamente e estamos rodando acima da curva projetada para o período”, explica a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Ela enfatiza que a redução não representa situação confortável e que a população precisa seguir com o consumo consciente de água. “Estamos cumprindo o previsto na metodologia, buscando sempre o melhor equilíbrio entre a preservação dos reservatórios e a garantia do menor impacto possível para a população. Mas é fundamental que todos compreendam que São Paulo vive uma situação crônica de escassez e que o uso consciente precisa fazer parte da rotina diária em todos os períodos, seja no chuvoso ou no seco”, afirma.

A metodologia do Estado é diferente da estipulada pela ANA (Agência Nacional de Águas) e SP Águas. Nesta, o sistema permanece na Faixa 3 (Alerta), que estabelece que a Sabesp poderá retirar até 27 metros cúbicos por segundo do Cantareira. Inclusive, no dia 31 de julho o Painel dos Mananciais, gerido pela companhia, indicou que o Cantareira possui 36,7% do volume útil. O índice é abaixo do registrado no último dia de junho, 39,9%.

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