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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 7 de agosto de 2026

07/08/2026 | 09:40
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DGABC
 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Mortes em fábrica

‘MPT apura condições de trabalho em fábrica da Bombril em São Bernardo’ (www.dgabc.com.br). Precisa acontecer uma tragédia para fazerem vistorias, chega a ser ridículo.

Jhay Teles

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do Instagram

Logística e o Grande ABC

‘Após estreia no Grande ABC, 99 Compras amplia operação com R$ 100 milhões’ (www.dgabc.com.br). O Diário vem publicando excelentes notícias no que diz respeito aos investimentos no setor logístico, com inaugurações que impactam de forma positiva as sete cidades, com aumento de empregos, qualificação técnica e infraestrutura. Com novos modais, estrategicamente próximos ao Porto de Santos, entramos no protagonismo das gigantes do setor. Caberá aos nossos prefeitos prospectar para um segmento tão importante, em sincronismo com o Consórcio Intermunicipal. É um momento único para a região, vislumbrando progresso e qualidade de vida aos moradores. Aguardamos novos investimentos.

Ronaldo Duran

Santo André

Queda da taxa Selic

‘Copom reduz taxa de juros em 0,25 ponto pela 4ª vez seguida e Selic cai a 14% ao ano’ (www.dgabc.com.br). O Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a postura de reduzir a taxa de juros a conta-gotas e, pela quarta reunião consecutiva, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. Se o atual governo tivesse a grandeza de controlar as contas públicas, a Selic – que, em meados de 2024, era de 10,50% – não teria subido para 15%. O Banco Central, como guardião da nossa moeda e sem a cumplicidade do governo na busca pelo equilíbrio fiscal, não teve outra alternativa senão elevar a taxa para tentar conter a inflação. Pela teimosia do Planalto, a Selic permaneceu em 15% por dez meses, de junho de 2025 a março de 2026. Com juros elevadíssimos, por responsabilidade da gestão pública, enfrentamos hoje um nível recorde de inadimplência entre empresas e famílias. O presidente, que se gaba de reajustar o salário mínimo acima da inflação, na realidade prejudica quem recebe o piso nacional e a maioria dos trabalhadores, já que a alta dos preços corrói o poder de compra. Além disso, essa política deteriora as contas da Previdência Social a tal ponto que já se fala em uma nova reforma previdenciária em razão dessas concessões. Contudo, restando mais três reuniões do Copom até dezembro, se a inflação mantiver a trajetória de queda, o Banco Central – como apostam os especialistas – poderá aplicar mais um corte de 0,25 ponto percentual, encerrando o ano com a Selic em 13,75%. Oxalá isso ocorra!

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

Patrimônio de senador

‘Patrimônio de Jaques Wagner, que liderou o governo Lula no Senado, cresce 631% em oito anos’ (www.dgabc.com.br). O expressivo crescimento patrimonial declarado pelo senador Jaques Wagner desperta um questionamento legítimo. Cabe aos órgãos competentes apurar sua origem e regularidade. A confiança nas instituições não se decreta. Ela é conquistada pelos resultados. O que chama a atenção é o contraste. Enquanto a Bahia convive com violência e dificuldades sociais, um de seus principais representantes declara patrimônio cada vez maior. Procurado pela imprensa, permaneceu em silêncio. O contribuinte comum presta contas ao Estado diariamente. De quem exerce um mandato, espera-se o mesmo compromisso com a transparência. A qualidade de uma democracia não se mede apenas pela cobrança de impostos, mas também pelo rigor com que fiscaliza seus agentes públicos. O mais preocupante é que, apesar de tudo, as pesquisas ainda apontem sua reeleição. A democracia depende do voto, mas também da memória do eleitor.

Luciana Lins

Campinas (SP)

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