Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 9 de agosto de 2026

Região representada
‘Alex apoia criação de planejamento estratégico regional’ (Política, dia 7). O fortalecimento de uma política regional que traga benefícios diretos à população é um tema que deve ser considerado como pauta prioritária. O bom planejamento, acrescido de boas práticas já alcançadas em outras localidades, tende a ser o caminho para o verdadeiro progresso. A nossa região é repleta de oportunidades, porém ainda não exploradas de forma exaustiva. É evidente que não se pode negar que avanços ocorreram, em especial pela atuação direta do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Contudo, ainda são tímidos frente ao gigantesco potencial. Enfim, se a união é o caminho, que ela venha de forma simples, porém com bons resultados.
Marcel Leonardo Diniz
Santo André
Linhas da CPTM
As consequências de uma governança praticada por uma direita inconsequente têm causado grandes transtornos à população usuária do transporte sobre trilhos, tudo por um discurso de economia do Estado, em detrimento do sofrimento dos usuários. Por fim, acabam dando uma banana aos usuários. Sob esse discurso, carrega-se consigo a incompetência e a ausência de conhecimento sobre como funciona uma gestão de manutenção e a operacionalidade do sistema. A passagem do cidadão Tarcísio de Freitas pelo governo do Estado de São Paulo não está sendo uma boa experiência para os paulistas. A linha de pensamento desses privatistas de empresas públicas e de terceirização operacional do transporte sobre trilhos exige um nível de conhecimento da atividade e sensibilidade diante dos transtornos que poderá causar à população usuária do transporte público. O Ministério Público tem que ser provocado para atuar em defesa da população e, ao mesmo tempo, fazer uma varredura nesses contratos produzidos pela gestão pública e pelo capital privado. E a Assembleia Legislativa não pode ficar fora dessas intenções mal conduzidas pelo governo do Estado, representado pelo governador Tarcísio de Freitas. A população terá a oportunidade de reagir a essas ações malsucedidas do governo estadual na eleição que está por vir.
Gercio Vidal
São Bernardo
IA e discriminação
‘IA, discriminação e responsabilidade’ (Opinião, no último sábado). A advogada Carolina Jakutis está certa em um ponto essencial: uma empresa não pode simplesmente colocar a culpa na inteligência artificial quando um sistema automatizado produz um resultado lesivo. Quem utiliza a tecnologia precisa responder pelo seu uso. Mas há uma pergunta que o debate sobre discriminação algorítmica ainda precisa enfrentar: quem define quando um resultado é discriminatório? Se algoritmos são treinados com dados humanos e podem reproduzir vieses, também podem ser programados para corrigi-los. O problema é saber onde termina a correção de uma injustiça e começa a criação de outra. Não basta exigir transparência das máquinas. É preciso transparência também nos critérios usados pelos seres humanos para avaliar seus resultados. Uma decisão automatizada pode ser contestada, revisada e corrigida. Mas quem contesta a decisão de quem classificou o algoritmo como preconceituoso? Qual é o critério? Onde está o contraditório? A tecnologia não pode ser um álibi para empresas. Concordo. Mas também não pode virar uma espécie de autoridade acima de qualquer questionamento, nem servir para transformar toda diferença de resultado em prova automática de discriminação. Se queremos responsabilidade, precisamos querer também critérios claros, revisão humana e direito de contestação. Afinal, a inteligência artificial pode errar. Mas a inteligência humana também.
Izabel Avallone
Capital
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