Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 16 de agosto de 2026

16/08/2026 | 09:28
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Corrida ao Senado

‘Ricardo Salles sobe tom contra presidente da Alesp: ‘folha morta’’’ (Política, dia 14).Para quem “passou aboiada” tempos atrás, não poderia se esperar outra coisa, senão, o tom raivoso contra seus futuros adversários nas urnas. A “direita” de ontem que já foi de centro, e a “esquerda” de outrora que já foi “neutra”, apenas demonstram que, na política, ter um grupo sólido é essencial. Acredito ser esse o problema de Salles. O grupo que talvez pertencia não tinha essência, o que o leva a ser escanteado pelos principais players políticos. Acrítica que fez aos seus adversários pode ser até válida em alguns pontos, porém, quando o fundamento principal é vazio, perde-se a credibilidade e ganha-se, quando muito, o ostracismo.

Marcel Leonardo Diniz - Santo André

Inteligência artificial

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Tenho acompanhado a discussão sobre o uso da inteligência artificial nas escolas e percebo certo desconforto. Como se a IA tivesse chegado para tirar dos professores o lugar que sempre ocuparam e, dos alunos, a capacidade de aprender. Talvez estejamos olhando para a questão pelo lado errado. Um aluno pode pedir a qualquer ferramenta que faça seu trabalho, entregá-lo impecavelmente e, no dia seguinte, não conseguir responder a uma pergunta simples sobre o que entregou. Nesse caso, não há aprendizagem. Mas isso não transforma a IA em culpada. Apenas mostra que ela foi usada para substituir o pensamento. A questão deveria ser outra: como ensinar o aluno a usar a IA para pensar melhor? A diferença começa na pergunta. “Faça meu trabalho sobre determinado assunto” terceiriza o raciocínio. Já perguntar quais são as diferentes interpretações de um problema, quais argumentos sustentam cada uma, que informações precisam ser verificadas ou onde pode estar um erro é outra coisa. Nesse caso, a IA deixa de ser uma substituta e passa a ser uma ferramenta de investigação. É aí que o professor continua sendo indispensável. A inteligência artificial pode reunir informações, comparar ideias, sugerir caminhos e até apontar argumentos que o aluno não havia considerado. Mas é o professor quem conduz o fio. É ele quem percebe que a resposta é superficial, faz a pergunta seguinte, provoca a dúvida e ensina o aluno a desconfiar de uma resposta aparentemente perfeita. Talvez as escolas estejam preocupadas demais em descobrir se o aluno usou inteligência artificial e pouco preocupadas em descobrir se ele aprendeu a usá-la com inteligência. Porque a IA pode responder a quase tudo. O que ela não pode fazer pelo aluno é ter curiosidade por ele. E talvez seja justamente essa curiosidade – a capacidade de perguntar, duvidar, investigar e querer compreender – que a escola deveria estar ensinando mais do que nunca. A inteligência artificial não precisa ser adversária do professor. Pode ser sua aliada. Mas o professor continua sendo o condutor do fio que leva a informação ao conhecimento. 

Luciana Lins - Campinas (SP)

Problemas brasileiros

No Brasil da impunidade, corrupção, insegurança jurídica, penduricalhos e economia fragilizada, são quatro nossos grandes problemas que, se não existissem, tudo seria resolvido: 1) desgoverno petista, que só tem plano de poder; 2) insegurança jurídica, com punição a todo crime e cumprimento integral das penas; 3) omissão do presidente do Senado diante das transgressões constitucionais; 4) educação de qualidade. Sem tais problemas, tudo virá por acréscimo, e o Brasil será o dos sonhos. Depende de nós, eleitores, a começar em outubro. Votar para presidente, Senado e Câmara em quem veste a camisa do Brasil e expurgar aqueles que visam interesses pessoais: “o que eu posso obter do Brasil”.
sxdc

Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (SP)




Comentários

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