Home Titulo Memória Titulo Memória

Palavra do memorialista Principiado andreense. Pachorrenta cidade. Cronistas se encontram. Adoniran. Elifas. E o palhaço triste.

Leitores escrevem e formam uma história recheada de lembranças e nostalgia, informações e poesia, jornalismo e literatura. Obrigado, Adoniran...

Ademir Medici
17/08/2026 | 07:44
Compartilhar notícia
DGABC FOTO: Elifas Andreato
FOTO: Elifas Andreato Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


SAMBA ANDREENSE

Adoniran tocava flautinha, Angelo, pratos. E numa conversa em pleno bairro Jardim, na casa dos Rubinato da esquina das Ruas Padre Vieira e Manoel de Nobrega, nasceu “Tocar na banda, pra ganhar o quê? Duas mariolas e um cigarro Iolanda”.

Luiz Henrique Gurgel

DGABC

Memória, 9 de agosto

CELSO DA GAMA

Quando abri “Memória” hoje (segunda-feira, 10), e vi que o tema era Vila Assunção, vibrei, ainda mais se referindo ao Hospital Cristóvão da Gama.

Primeiro, um prazer enorme em conhecer o escritor cronista Luiz Henrique Gurgel, que, como ele disse, também “nascido e criado no Principado da Vila Assunção”.

A seguir, se referiu àquele nosocômio. Aí tenho que relatar uma história. 

Meu falecido irmão Sebastião estudou em Campinas, num internato, de 1946 a 1950, e conheceu uns colegas mineiros. Disso, por essa época, o pai deles, sr. Alípio de Faria, farmacêutico, veio a Santo André e procurou meu pai Tonico de Lima, querendo comprar um terreno. 

Meu pai, funcionário da Prefeitura, conhecendo a região, indicou o do bisavô do escritor Gurgel. Resumindo, ali foi formada a região das farmácias da família Faria. 

Os colegas de meu irmão vieram para cá, estabeleceram as suas famílias, e seu Alípio voltou para Minas. Após algum tempo, ele fez negócio com o recém-vindo a Santo André Dr. Celso da Gama, que ali no casarão instalou o hoje o hospital com o nome de seu pai 

Jose Bueno Lima

Cronista

MARIAS

Até hoje ouço da minha mãe e tias muitas histórias do "nosso Principado". 

Convivi pouco com o "Vô Primo". Quando morreu, eu tinha sete para oito anos, mas lembro do seu silêncio e jeito carinhoso de ser, algo que minha mãe e tias sempre disseram dele. 

Tenho o Rossi no sobrenome, mas para não ficar muito comprido, acabo só usando "civilmente".

Li a mensagem para a minha mãe e na hora em que falei o nome do sr. Alípio de Faria, ela deu um sorriso largo. Ela já havia me falado muito dos vizinhos "mineiros" da infância dela, simpáticos, e muito amigos dos meus avós, que moravam numa das casas do terreno do bisavô Primo. 

Mal terminei a mensagem do Bueno, e ela veio falar de quando Primo vendeu uma parte do terreno para o sr. Alípio, a esquina da Dr. Erasmo com a Alberto Benedetti. 

Minha mãe lembrou que ele só deixou uma espécie de corredor que ainda levava a casa dele até a Alberto Benedetti. 

Minha mãe, Neuza Maria Rossi Gurgel, se lembra dos filhos Rubens, Fernando e Carlos - este último o mais sarrista, pelo que ela disse. 

Além da farmácia, parece que a família abriu por ali um armazém e minha mãe conta que Carlos sempre brincava com ela - garota que tinha uns dez anos - e que a cada compra que ia fazer no armazém, era chamada de "Maria" e Carlos ainda dizia, brincando, que na casa dos meus avós só havia "Marias". 

De fato, todas as minhas tias tinham Maria no nome: Neusa Maria, Maria José, Maria Helena, Maria Alice e Sônia Maria. Só a caçula, Elaine, vinda anos depois, escapou da herança. 

Algum tempo depois que Celso Gama já havia instalado o hospital no casarão - minha mãe, adolescente, chegou a trabalhar no hospital como auxiliar da secretaria ou algo assim - o restante do terreno foi adquirido do meu bisavô que se mudou dali para a rua Javaés, também na Vila Assunção.

Ficam o meu abraço e a grata surpresa por saber dessas histórias que o acaso proporciona de forma tão maravilhosa.

As histórias do nosso "Principado" não se apagarão.

Luiz Henrique (Rossi) Gurgel

ELIFAS

Assisti à entrevista com o Luiz Henrique Gurgel.

Gostei muito. Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Elifas Andreato. Ele era vizinho (e amigo) de minha irmã.

Fui assinante do "Almanaque Brasil de Cultura Popular", e ainda guardo vários exemplares. Uma revista de altíssima qualidade. De fato, o Elifas era um grande memorialista.

Sobre a relação dele com o Adoniran Barbosa, há um episódio muito curioso, sobre uma capa de disco do compositor.

NOTA DA MEMÓRIA – Valeu, Serginho. Grato pelo vídeo da ‘gazetasp.com.br’ em que são mostradas duas capas de um disco comemorativo aos 70 anos de Adoniran Barbosa, ambas desenhadas por Elifas Andreato por volta de 1980.

O primeiro desenho foi reprovado pelo diretor da gravadora, que não gostou de ver Adoniran Barbosa com lágrimas nos olhos.

Elifas produziu o segundo desenho, aprovado para a capa e que, depois, provocou o seguinte comentário do Adoniran:

- Eu sou esse palhaço triste, não aquele alemão que você desenhou na capa do meu disco.

E o desenho original, que tanto agradou a Adoniran Barbosa, inclui-se entre os principais da obra do grande designer gráfico e ilustrador que foi Elifas Andreato.

EXEMPLO

O tempo passa. Há alguns anos eu levava meu pai e meu sogro para pescar, hoje sou levado pelo meu filho.

O exemplo não é melhor forma de educar, é a única! 

Vanderlei Retondo

Cronista de Santo André

TESTEMUNHO

Muito obrigado pela Memória que, hoje, lembra o Adoniran Barbosa. Lembro-me dele quando residia em Santo André naquela viela que desembocava no Largo da Estátua. Isso na década de 1950. A cidade era pachorrenta.

Alexandre Takara

Orientador desta página Memória

Crédito das fotos 1 e 2 – Elifas Andreato

AS DUAS CAPAS. Ao ver o desenho original depois, Adoniran ligou para Elifas e disse: "Aquele palhaço triste sou eu"

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Terça-feira, 16 de agosto de 1976 – edição 3133

MANCHETE – Açougues só podem vender carne verde (carne congelada) até quinta-feira (18-8-1976).

SAÚDE – Aberto ontem (15-8-1976) o I Congresso Médico Universitário do Grande ABC, na Faculdade de Filosofia de Santo André. Em pauta, medicina preventiva.

Hospital Municipal de Santo André passava a ter serviço médico para transfusões.

PRIMEIRO PLANO – Goleiro Emerson Leão assumia como relações públicas da Diasa, revendedora GMB em Santo André.

FUTEBOL – Clássico: no Lauro Gomes, Saad 0, Santo André 0; no Baetão, Aliança 3, Independência de Osasco 1.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

 Hoje é o aniversário de Barbalha e Milagres (Ceará) e Satuba (Alagoas).

HOJE

Dia Nacional do Patrimônio Histórico. A data foi escolhida em 1937. Homenageia o primeiro presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o mineiro Rodrigo Melo Franco de Andrade, que nasceu neste dia.

        Dia do Pão de Queijo. 

São Jacinto de Cracóvia

17 de agosto

O Apóstolo da Polônia. Fundou vários conventos em seu país, onde faleceu em 15 de agosto de 1257.

Divulgação: Canção Nova

PENSAMENTO

"Defeitos não fazem mal quando há vontade de corrigi-los."

Machado de Assis

Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, 2026




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;