Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 21 de agosto de 2026

Campanha eleitoral – 1
Nós, eleitores, podemos esperar que este pleito seja repleto de marketing cinematográfico cujos atores dependem de nossos votos, ou seja, com o nosso compromisso obrigatório e soberano para que ocupem as vagas disputadas na esferas estadual e federal. Portanto, é preciso que cada vaga destas sejam ocupadas por merecimento pessoal e não ideológico. Teremos que avaliar os candidatos. É a oportunidade de mudar ou continuar. Devemos sempre ter em mente que o cargo não pode ser profissão e sim compromisso. Com isso, é nossa responsabilidade avaliar e mudar e não nos acomodarmos ou sermos iludidos por falsas promessas – quem promete pode não cumprir. Mas mentir não é pecado, mas sim falta de caráter. Tudo isso é válido também para o pleito federal, que exige de nós, eleitores, maior atenção, tendo em vista que o âmbito federal concentra os poderes responsáveis pela governança do País. Temos de entender que o Brasil não é uma ilha da fantasia, mas sim um vasto território ocupado por brasileiros com diferentes culturas que merecem respeito e não podem ser enganados, mas cuidados. Acredito que esta eleição deveria ter a participação de mais mulheres, tendo em vista que são a maioria hoje no campo eleitoral. Mesmo com a cota partidária, elas não possuem chance. As candidatas são sempre as mesmas, o que considera injustiça. Naturalmente eu ficaria muito feliz em ver uma mulher disputando todos os tipos de cargo por merecimento, mas a nossa cultura não valoriza as representantes do sexo feminino. Nossa cultura é machista. Por fim, gostaria de solicitar que as estrelas da política façam campanha com sabedoria, deixando a vaidade e a rivalidade odiosa de fora. Que vençam os melhores, porque os piores já são conhecidos.
Euclides Marchi-Santo André
Campanha eleitoral – 3
‘Tarcísio e Haddad trocam acusações sobre ajuda do governo federal’ (www.dgabc.com.br). Coisa mais estranha o atual ministro da Economia e candidato ao governo de SP. Em sua propaganda, alega que, em todas as obras do Estado de SP, há dinheiro do governo federal. Fato. Agora, um empréstimo para um Estado do Nordeste sai em 12 a 15 dias. Para SP, leva beirando 90 dias. Isto porque somos um Brasil republicano. Caímos na celeuma antiga, infelizmente: os iguais e os mais iguais. Até quando? Respeitando o momento político e parafraseando Zeca, “cada um no seu cada um” é importante.
João Camargo-Capital
Eleição de senadores
A Constituição é nossa lei máxima, mas, com frequência, tem sido, impunemente, transgredida por influência política. “Aos amigos, as transgressões e, aos adversários, os rigores das leis”. É dever constitucional do presidente do Senado, de forma imparcial, intervir e corrigir tais falhas e, se preciso, punir o infrator. Isso porque sua omissão contribui para o constante desrespeito à Carta Magna, nocivamente causando insegurança jurídica, afugentando e inibindo investimentos, claramente prejudiciais ao desenvolvimento. Nós, eleitores, podemos ajudar. É nosso dever. Em outubro, só votar para o Senado em candidato sem vínculo com o atual governo e com mentalidade de “o que posso fazer pelo meu Brasil”. É básica, fundamental, a harmonia entre os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário): cada um deve se ater à sua área, sem interferir na dos demais. Ou seja, numa convivência pacífica, cada macaco no seu galho.
Humberto Schuwartz Soares-Vila Velha (ES)
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