Psicólogo alerta para os efeitos emocionais das canetas emagrecedoras
Para o especialista Paulo Zago Neto, a mudança na relação com a fome e com a comida, somada ao emagrecimento muitas vezes acelerado, pode influenciar diretamente a autoestima, a imagem corporal e o comportamento emocional dos pacientes
FOTO: Divulgação

As chamadas “canetas emagrecedoras” têm provocado uma transformação que vai muito além da perda de peso. Popularizadas por medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes, elas também despertam a atenção para seus possíveis impactos psicológicos. Para o psicólogo Paulo Zago Neto, a mudança na relação com a fome e com a comida, somada ao emagrecimento muitas vezes acelerado, pode influenciar diretamente a autoestima, a imagem corporal e o comportamento emocional dos pacientes.
Um dos efeitos percebidos por muitas pessoas é a redução dos pensamentos constantes sobre fome e impulso alimentar. Para quem viveu durante anos em uma relação de ansiedade, culpa ou sensação de perda de controle diante da comida, essa mudança pode representar um grande alívio. No entanto, é importante compreender que reduzir o apetite não significa, necessariamente, resolver as questões emocionais que estavam por trás do comportamento alimentar.
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