Ozivy: primeira semaglutida brasileira
Gilmar

É inegável que os novos medicamentos antiobesidade, hoje notoriamente representados por semaglutida e tirzepatida, provocaram uma das maiores revoluções científicas e comportamentais deste século.
Muito embora tenham sido inicialmente propostos para o controle do diabetes tipo 2, reconheceu-se rapidamente a capacidade de interferir diretamente nos mecanismos de fome e saciedade e, consequentemente, no peso corporal.
No entanto, esse sucesso estrondoso encontrou, em seus preços, uma barreira severa, pois os valores praticados, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, sempre foram proibitivos para a esmagadora maioria da população.
Este cenário começou a ganhar novas cores com o fim da patente da semaglutida no País, em março deste ano, e, à vista disso, após obter o aval da Anvisa, a farmacêutica EMS conquistou os registros necessários para produzir o Ozivy, a primeira semaglutida brasileira.
O Ozivy foi registrado como um novo medicamento, estabelecendo-se como a marca de referência, mas à mesma EMS foi concedido o registro para a fabricação da semaglutida genérica, sequência de êxitos que inicia um processo irreversível de barateamento deste remédio em solo nacional.
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