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Ozivy: primeira semaglutida brasileira

Antonio Carlos do Nascimento
24/08/2026 | 10:21
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Gilmar  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


É inegável que os novos medicamentos antiobesidade, hoje notoriamente representados por semaglutida e tirzepatida, provocaram uma das maiores revoluções científicas e comportamentais deste século. 

Muito embora tenham sido inicialmente propostos para o controle do diabetes tipo 2, reconheceu-se rapidamente a capacidade de interferir diretamente nos mecanismos de fome e saciedade e, consequentemente, no peso corporal.

No entanto, esse sucesso estrondoso encontrou, em seus preços, uma barreira severa, pois os valores praticados, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, sempre foram proibitivos para a esmagadora maioria da população.
 

Este cenário começou a ganhar novas cores com o fim da patente da semaglutida no País, em março deste ano, e, à vista disso, após obter o aval da Anvisa, a farmacêutica EMS conquistou os registros necessários para produzir o Ozivy, a primeira semaglutida brasileira.

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O Ozivy foi registrado como um novo medicamento, estabelecendo-se como a marca de referência, mas à mesma EMS foi concedido o registro para a fabricação da semaglutida genérica, sequência de êxitos que inicia um processo irreversível de barateamento deste remédio em solo nacional.

A diminuição brutal de preço se deve a várias razões, entre as quais se destaca o método de produção, visto que o produto da farmacêutica Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy) depende de processos biotecnológicos complexos que utilizam células vivas modificadas em laboratório, enquanto a versão nacional da EMS é obtida por meio de síntese química pura. 
 
Apesar da diferença na metodologia produtiva, testes científicos rigorosos de bioequivalência e biodisponibilidade demonstraram que a velocidade de absorção e a quantidade de droga que chega à corrente sanguínea são equivalentes às do fármaco original.
 
Essa drástica queda de custos aumentará sobremaneira o acesso popular a estes medicamentos, mas, acima de tudo, reabre debates sérios sobre a viabilidade de sua inclusão nos protocolos do SUS e dos seguros de saúde, consolidando a transição de uma classe terapêutica outrora inacessível para uma ferramenta de escala em saúde preventiva.



 



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