Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 24 de agosto de 2026

Diploma para jornalista
'Moraes e Dino defendem revisão de dispensa de diploma para jornalista após buscas a informante’ (www.dgabc.com.br). Rediscutir a exigência de diploma para o exercício do jornalismo causa estranheza. O próprio STF derrubou essa obrigatoriedade em 2009, por entender que ela feria as liberdades de expressão e de informação. Por que, então, ressuscitar esse debate justamente agora, quando a imprensa tem revelado notícias incômodas para a Corte? A questão vai muito além do diploma. Estaria o STF procurando uma brecha para restringir as garantias de quem informa, investiga e questiona o poder? Quando o poder se sente incomodado com aquilo que a imprensa revela, a discussão sobre quem pode ser considerado jornalista merece ser examinada com lupa. Em uma democracia, quando uma porta já foi fechada para a censura, é preciso desconfiar quando aparecem porteiros procurando a chave.
PGR e Lulinha
Não é que agora parece que a lei voltará a valer! Um dia após “L” se reunir com os advogados de seu “menino”, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, descobriu que, para aqueles que não possuem foro privilegiado, os processos devem tramitar em primeira instância. Sério? Então, o pau que bate em Chico não é o mesmo que bate em Francisco? Se Lulinha está sendo investigado por tráfico de influência no governo, por meio de suas relações estreitas com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, já preso e bem conhecido dos brasileiros, e com a lobista Roberta Luchsinger, com quem será que ele teria mantido contatos? Com algum padre, freira ou talvez um pastor com “ultrapoderes” dentro do governo? Por que, então, Débora Rodrigues, Clériston Pereira da Cunha (o Clézão, que morreu na prisão) e tantos outros foram investigados, julgados e condenados pelo STF? Lembram-se do jantar nada republicano entre “L”, Moraes e Alcolumbre? Pois é... nada de bom para os brasileiros poderia sair dali mesmo. Agora, a chamada “taxa das blusinhas”, antes implementada para proteger a indústria nacional e os empregos, é a mesma que querem eliminar em plena campanha eleitoral, com a lorota de favorecer os brasileiros. E a polêmica escala 6x1, que, segundo a esmagadora maioria dos especialistas, trará mais prejuízos do que benefícios aos trabalhadores e ao País? Parecem ter certeza de que todos os brasileiros são alienados ou desinformados, não é mesmo?
Voto cristão
Aproximando-se o momento em que teremos de definir o futuro do Brasil, cabe uma reflexão sobre a maneira correta de votar. Amparados na concepção de Santo Agostinho sobre “Cidade de Deus” e “Cidade dos Homens”, podemos identificar aqueles que merecem o nosso voto. Sem entrar em toda a extensão e complexidade daquela concepção, podemos examinar, primariamente, a seguinte questão: alguém comprovadamente ladrão, mandante de assassinato e mentiroso contumaz merece o voto do cristão?
Milton Reinaldo Sanches-Santo André
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