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Do azul e amarelo para o cinza escuro

24/08/2026 | 13:48
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Muitos que me acompanham nas redes e nesta coluna têm ciência de que, por quarenta anos, atuei direta e indiretamente ligado à empresa Andreense CVC Turismo. E tenho muito orgulho e gratidão por toda “minha” história e trajetória.

Uma das minhas premissas de vida é ser grato ao que me fez bem, portanto, assim como a CVC me permitiu alçar grandes voos, eu também emprestei minhas asas para que ela lograsse chegar onde chegou. Eu e, obviamente, milhares de outros profissionais unidos, com a liderança da família Paulus.

Dito isso, hoje analiso de fora a grande quantidade de informações que recebo sobre as dificuldades e turbulências que estão passando.

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Não tenho “expertise” para discorrer sobre qual ou quais erros levaram a empresa ao momento atual. O que garanto, sem medo de errar, é que algumas atitudes de líderes, e haja troca de líderes, fizeram uma lambança difícil de limpar. O “ego” dos CEOs contratados sempre foi maior que suas competências. 

Querer dominar o mercado global, atitude de um ex-líder, que já trazia em sua bagagem péssimas experiências, iniciou um processo de esvaziamento de caixa do qual a empresa jamais conseguiu se recuperar.

Outra situação caótica é o desenfreio de abertura de lojas em cima de lojas, experiência hoje comprovada como ruim; veja o exemplo da “OXXO BRASIL”.

Muitos atribuem o problema à saída de Valter Patriani; todavia, vemos que ele, neste momento, também amarga problemas em sua gestão na construtora de mesmo nome. Talvez hoje nem ele tivesse a mesma força para repor a CVC nos trilhos de outrora.

As ações da CVC não se recuperam; notícias e mais notícias de prejuízos assustam a todos que a circundam e, para piorar ainda mais, neste momento, ao que vemos, uma debandada geral de profissionais “com cargos importantes, não obrigatoriamente competentes” deixou a empresa, ou melhor, foram deixados pela empresa, e os que sobraram parecem insistir em replicar ideias já ultrapassadas ou aplicadas em outros momentos, e que na atual conjuntura não fazem mais efeito.

Ver farmacêutico tratando paciente de UTI, é assustador.

Desejo sorte para “CVC”, eles precisarão de muita sorte mesmo.

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