Home Titulo Setecidades Titulo Sem alvará

Santo André realiza operação em ferros-velhos e interdita quatro pontos irregulares

Ação tinha foco em irregularidades e receptação de objetos, sendo conduzida pelo Semasa em parceria com outros setores da Prefeitura

26/08/2026 | 13:14
Compartilhar notícia
DGABC Estabelecimento no Box Sacadura Cabral FOTO: André Henriques/DGABC
Estabelecimento no Box Sacadura Cabral FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Prefeitura de Santo André realizou, nesta quarta-feira (26), uma megaoperação de fiscalização em ferros-velhos e interditou quatro estabelecimentos de sucatas que estavam sem regularizações necessárias. 

Conduzida pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), a ação contou com vários setores da administração, como secretarias de Segurança Cidadã, Habitação, e Meio Ambiente, GCM (Guarda Civil Municipal) e outros órgãos.

Os objetivos foram combater irregularidades de disposição de resíduos e falta de alvará para funcionamento do estabelecimento. Além desses, a vistoria também teve o intuito de fiscalizar possíveis receptadores de materiais, principalmente os hidrômetros. Segundo informações das equipes da administração municipal, os quatro estabelecimentos interditados também possuíam operação à noite. 

DGABC

As equipes fiscalizaram 11 endereços com possíveis desvios de conduta em vários bairros do município. No Box Sacadura Cabral, próximo à Avenida Prestes Maia, foram dois ferros-velhos interditados por falta de autorização para venda de sucata. Na Avenida José Fernando Medina Braga, na Chácara Baronesa, um local também foi lacrado pela administração, por não haver regularização.

 

Estabelecimento sem alvará no Box Sacadura Cabral FOTO: André Henriques/DGABC

Nos três pontos, nenhum objeto de receptação foi encontrado. O comerciante Marcelo Gonçalves, 49 anos, proprietário desse terceiro espaço lacrado, comentou que não faz a compra de itens subtraídos de forma ilícita. “De jeito nenhum e fechamos às 17h, a gente trabalha com ferro, não pega plástico nem papel. Eu possuo a autorização MEI (Microempreendedor Individual), o que falta são regularizações (ambientais). Vou correr atrás disso”, alegou.

Já em um estabelecimento da Rua Carijós 1.360 foi localizado peças de hidrômetro, que há possibilidade de serem produtos de furto, de acordo com os fiscalizadores. Nesse caso, o local seria frequentemente utilizado por usuários de entorpecentes como revenda de objetos. Além das partes do medidor de água, também foi encontrado o comércio de cigarros, bebidas alcoólicas e outros alimentos, o que não é permitido pela função principal.

   

GCM encontra peças de hidrômetros na Rua Carijós FOTOS: André Henriques/DGABC

Nos quatros espaços, o cenário era o velho e clássico de ferros-velhos: Acúmulo de metais e alumínio, pilhas de itens, como panelas, ferramentas, partes de carros e grandes sacos reforçados, conhecidos como Big Bags.


O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, comentou que a inteligência de segurança mapeou os endereços previamente e constatou a rotina de irregularidades. “Observamos um aumento no número de furtos de hidrômetros, além de cabeamentos e outros equipamentos que a equipe esteve monitorando. Isso ocorreu na operação de hoje, que visa à legalidade do estabelecimento. Importante frisar que, quando uma pessoa furta um hidrômetro, a água é desperdiçada. Estamos vivendo uma crise hídrica, então é necessário combater isso”, falou.

"A cidade tem um levantamento de cerca de 160 estabelecimentos de sucatas. E, dentro disso, foram vistos estabelecimentos fora do horário. Então, existe um mapeamento da Prefeitura que cruza boletins de ocorrência também de possíveis receptadores. O objetivo é garantir que estabelecimentos legalizados continuem, porque a irregularidade causa uma desvantagem", concluiu Santos.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;