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Sindicato protesta contra fim de aulas noturnas em escola de São Bernardo

Apeoesp reivindica abertura de turmas do ensino médio em unidade do Alvarenga; Seduc garante vagas no período

27/08/2026 | 22:15
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Gabriel Rosalin/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) realizou uma manifestação, nesta quinta-feira (27), contra a possibilidade de fechamento de turmas do período noturno da E.E. (Escola Estadual) Domingos Peixoto, no bairro Alvarenga. O ato contou com a participação de representantes, alunos, pais e professores em frente à unidade, localizada na Estrada dos Alvarengas.

Segundo a entidade, foi informado pela Seduc (Secretaria da Educação do Estado) que não haveria turmas de segundo ano do ensino médio em 2027, mantendo apenas o terceiro ano. 

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Ainda segundo o sindicato, a unidade não possui mais turmas do primeiro ano do ensino médio. Atualmente, são quatro turmas do penúltimo ano e seis do último ano, que reúnem cerca de 400 alunos no período noturno. Para o diretor regional da entidade, Aldo Josias dos Santos, a reivindicação é que o Estado volte a oferecer turmas de todas as séries do ensino médio à noite, garantindo aos jovens a possibilidade de iniciar e concluir os estudos no mesmo período.

“Estão inviabilizando a vida dos estudantes. Nesta escola, não existe primeiro ano já. Muitos alunos trabalham ou fazem bico para ajudar em casa. Qual perspectiva de vida vão ter? Com esse tipo de fechamento, vão ter que se deslocar cinco quilômetros para estudar”, comentou.

O estudante do penúltimo ano do ensino médio, Lucas Gabriel Ferreira, 17 anos, contou sua realidade estudando no noturno. Todos os dias, o aluno acorda às 5h30 para estar no trabalho em Diadema, em uma empresa metalúrgica. “Sou contra esse tipo de política do governo. Assim como eu, muitos alunos pretendem trabalhar de manhã, e a única possibilidade de estudo seria à noite. Por exemplo, chego em casa às 17h, não ia ter como ter aula em outro horário.”,

O aluno do nono ano do matutino, Joaquim Gabriel de Azevedo, 14, vai ser impactado diretamente no próximo ano letivo, já que pretende ingressar no mercado trabalho. “Vou começar a trabalhar na feira, porém é de manhã. Muito ruim essa possibilidade de fechamento porque levaria cerca de 1h de deslocamento para estudar em outra unidade”, falou. 

Questionada, a Seduc (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) garantiu turmas dos segundo e terceiro ano na E.E Domingos Peixoto em 2027. Já em relação a primeira série do ensino médio, a Pasta informou que não há confirmação de turmas por falta de matrículas. Ainda de acordo com o governo estadual, os alunos precisam apresentar um atestado oficial de emprego para estudarem neste período. 

“A URE (Unidade Regional de Ensino) de São Bernardo esclarece que não haverá fechamento de período noturno na região. As turmas de 2026 terão continuidade em 2027, conforme o planejamento da rede. A oferta de novas turmas será definida de acordo com a demanda e a continuidade dos estudantes”, comunicou em nota. 

A afirmação, porém, foi contestada pelo sindicato. “Eles só haviam garantido turmas até o terceiro ano. A ordem era não fazer matrícula das outras séries”, disse o docente de Matemática da unidade escolar, Alon Guerra. 

“A nota da Seduc é incompleta. Não queremos que apenas dê continuidade, mas abra turmas do ensino médio completo. Queremos que a secretaria assuma o compromisso de abrir inscrições também para o prmeiro ano porque senão condenam o fechamento. Esse assunto de ter registro oficial é inviável, porque muitos trabalham de forma informal, não tendo como comprovar o trabalho. Estão expulsando os alunos da escola, não concordamos com essa política”, concluiu o diretor da Apeoesp, Aldo Josias dos Santos.

Outro ponto destacado pelo sindicato é a demanda. Segundo a entidade, a E.E. Domingos Peixoto atende cerca de 20 bairros próximos a unidade, o que garantiria um número suficiente de alunos para justificar a manutenção do atendimento, conforme afirmou Santos.




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