Violência contra mulher é questão de saúde pública
Seri

O Agosto Roxo termina hoje, mas a temática da violência contra a mulher deve ser prioridade em todos os meses do ano, principalmente em países com índices alarmantes e que só crescem, como o Brasil. A vulnerabilização pelo simples fato de ser mulher nos coloca diante de diversas questões físicas, emocionais, sexuais e sentimentais, das quais, infelizmente, algumas pessoas se aproveitam ao máximo. E quem diz que essa violência fica restrita apenas às mulheres que a sofrem está enganado.
Todas essas situações podem e devem ser tratadas e acompanhadas por profissionais de saúde para que a mulher vítima de violência possa, aos poucos, retomar sua vida e sua qualidade de vida. Mas também é necessário que esteja em segurança. Nem sempre a mulher que sofre violência consegue proteção contra seu agressor. Muitas vezes, por depender financeiramente dele, não ter apoio familiar e muito menos ter para onde ir, acaba ficando refém de uma situação que se transforma em um ciclo de agressões.
O Agosto Roxo termina, mas a luta contra a violência de gênero precisa continuar todos os dias. Que o compromisso com a proteção, o acolhimento e a vida das mulheres sejam permanentes, durante todo o ano.
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