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Chuva forte e ventos de até 70 km/h colocam Grande ABC em alerta

Defesa Civil do Estado alerta para chuva persistente, risco de alagamentos e quedas de árvores na região

10/09/2026 | 18:30
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DGABC FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC deve enfrentar um cenário de chuva intensa, ventos fortes e risco de alagamentos e quedas de árvores nesta sexta-feira (11) e no sábado (12). Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, as rajadas de vento podem chegar a 60 a 70 km/h em alguns pontos da região.

Em entrevista ao Diário, o capitão Maxwell Souza, da Defesa Civil de São Paulo, afirmou que o volume de chuva registrado nos últimos dias já é considerado elevado para o período. Em Mauá e Santo André, por exemplo, foram registrados 78 milímetros de chuva nos últimos três dias. Em São Bernardo, foram 70 milímetros, enquanto Diadema acumulou 74 milímetros.

Os volumes representam uma parcela significativa da chuva esperada para todo o mês de setembro. A média prevista para o mês é de aproximadamente 125,5 milímetros em Mauá, 125,6 milímetros em Santo André, 126,8 milímetros em São Bernardo e 106,2 milímetros em Diadema. Ou seja, em apenas três dias, Diadema recebeu cerca de 70% da chuva esperada para todo o mês.

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Devido a chuva persistente e volumosa, há possibilidade de aumento do nível de rios e córregos e formação de pontos de alagamento. Além disso, os ventos fortes podem provocar queda de árvores e causar danos em estruturas.

O capitão também explicou que o Estado está sob influência de um sistema meteorológico que pode provocar condições severas. Municípios paulistas próximos à divisa com o Paraná, segundo ele, inclusive têm condições para a formação de tornados em áreas rurais.

Áreas de risco

Para quem vive em áreas sujeitas a deslizamentos, a recomendação é redobrar a atenção aos alertas da Defesa Civil e seguir as orientações de evacuação.

O capitão destacou que não é possível impedir os fenômenos naturais, mas é possível reduzir os impactos por meio de prevenção e preparação. “O que a gente consegue é montar estrutura de proteção da população”, explicou.

Ele citou como exemplo a instalação de sirenes em áreas de risco de Mauá e os treinamentos realizados com moradores para orientar a população sobre como agir em caso de deslizamentos.

“A Defesa Civil tem o papel de alertar e a população tem que fazer a sua parte: se proteger e seguir as orientações”, finalizou Souza.

Gabinete de crise

A Defesa Civil Estadual informou que montará um gabinete de crise no Centro de Gerenciamento de Emergências, no Palácio dos Bandeirantes, para acompanhar a situação durante o período de maior instabilidade.

O grupo deverá reunir representantes de órgãos e serviços essenciais, como concessionárias de energia, Sabesp, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. A estrutura tem como objetivo acelerar a tomada de decisões e o atendimento aos municípios em caso de ocorrências graves.

Segundo Souza, o Estado dará suporte às cidades paulistas durante o período de risco.

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