São Caetano economiza R$ 3 milhões com revisão de contratos da Saúde
Valor é reaplicado no setor para otimização do fluxo de pacientes e redução de filas, diz Adriana Berringer

Na busca pela otimização do fluxo e pela economia de recursos financeiros, a Secretaria de Saúde de São Caetano conseguiu, nos 19 primeiros meses da gestão do prefeito Tite Campanella (Republicanos), entre janeiro de 2025 e julho de 2026, economizar ao menos R$ 3 milhões com a revisão e renovação de contratos. O montante, segundo a titular da Pasta, a médica Adriana Berringer, foi reaplicado no setor em ações que ampliaram os atendimentos e reduziram as filas de espera.
“No contrato de locação de equipamentos hospitalares, por exemplo, houve 30% de redução do valor global com a substituição de 100% do parque (aproximadamente 400 itens). No de imagem também há uma redução, com exames passando de R$ 500 para R$ 300. As angiotomografias, por exemplo, passaram de R$ 549 para R$ 236 no valor individual. Também tivemos redução em um contrato que baixou de R$ 1,7 milhão por mês para aproximadamente R$ 1,2 milhão mensais. No geral, estimamos que economizamos 28% nos contratos, algo em torno de R$ 3 milhões em reduções”, garantiu Adriana Berringer em entrevista ao Diário.
O alívio no caixa, de acordo com a secretária, foi reaplicado no setor. “(Com isso) consigo ampliar a oferta e reduzir bastante a demanda reprimida. As filas nos exames de imagem, por exemplo, hoje, em quase todas as versões, estamos agendando sempre que possível dentro do mês corrente. Um agendamento muito próximo. Não há mágica, mas conseguimos reduzir (a espera). As exceções ficam ainda nas ressonâncias, que têm o maior tempo de espera, demorando algo em torno de quatro meses”, afirmou.
A secretária lembrou que, quando assumiu a Pasta – em janeiro de 2025 – e montou a equipe de trabalho, acabou herdando muitas demandas reprimidas, inclusive para as ressonâncias, com espera de ao menos dez meses.
Outro ponto que atrapalha a otimização do fluxo e impacta nas demandas reprimidas nos mais diversos ambientes da Saúde está relacionado às faltas de pacientes em consultas ou nos dias de exames. “O absenteísmo nas consultas é uma coisa muito gritante. Chega a 25%.”
Adriana explicou também que, com a implementação de protocolos de triagem e acolhimento nas unidades de pronto atendimento, o tempo médio de espera para casos não urgentes caiu em 50% quando comparado com os picos de até 8 horas antes da adoção das medidas.
União deixa de repassar R$ 3,6 mi por ano à UPA
A estrutura de Saúde de São Caetano atualmente possui duas unidades para atendimento emergencial com portas abertas 24 horas: o HMEAS (Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin) e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Engenheiro Júlio Marcucci Sobrinho. As duas unidades dividem o mesmo terreno e até compartilham equipamentos médico-hospitalares. Essa divisão gera um problema à cidade, que deixa de receber aproximadamente R$ 3,6 milhões por ano de verbas de custeio da União.
“O Ministério da Saúde não reconhece como UPA para permitir a habilitação. Porque, do jeito que foram construídas em dois prédios anexos, (as unidades) acabam tendo setores compartilhados, como o refeitório e o aparelho de raio X, por exemplo”, explicou a secretária de Saúde, Adriana Berringer.
A gestora disse que, desde o início do governo Tite Campanella (Republicanos), o município tem buscado a habilitação, mas já teve três pedidos negados. Uma nova tentativa está em curso e, caso a resposta seja desfavorável, outra frente para se obter recursos será atacada.
“Como não é possível reconstruir o prédio, a opção talvez seja uma habilitação, não como UPA, mas de porta de entrada, como se diz no SUS (Sistema Único de Saúde), que traria um recurso três vezes menor do que o esperado (com a habilitação), mas que pelo menos traria algum valor”, pontuou a secretária.
Segundo dados da Pasta de Saúde, em média, a UPA de São Caetano atende 600 pacientes por dia, dos quais 75% (450) são de cidades vizinhas, principalmente da Capital.
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