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Santo André registra 1º caso de sarampo; região já contabiliza três

Estado soma 36 ocorrências no ano; infectado da cidade andreense é um homem de 36 anos que teve contato com o vírus na Capital

16/09/2026 | 08:30
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FOTO: Divulgação/OMS  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Santo André teve o primeiro registro de sarampo em 2026 confirmado e elevou para três o número de casos da doença no Grande ABC. O dado consta na atualização divulgada nesta terça (15) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que contabiliza 36 ocorrências no Estado neste ano. Além de Santo André, São Bernardo tem dois registros confirmados.

O paciente do município andreense é um homem de 36 anos, que possui histórico de vacinação contra o sarampo. O registro está entre os quatro novos casos confirmados pela secretaria nesta terça. Os outros três são moradores da Capital, dois meninos menores de dois anos, ambos com esquema vacinal incompleto, e uma mulher de 24 anos, também com histórico de vacinação.<CW-10> Dos 36 casos registrados no Estado, 32 são de moradores da Capital, dois de São Bernardo, um de Guarulhos e um de Santo André. Em relação à situação vacinal, 26 ocorrências foram identificadas em pessoas sem registro de vacinação contra o sarampo ou com o esquema vacinal incompleto. 

A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, reforçou que Santo André não se encontra em situação de surto de sarampo. “O município registrou um caso isolado e permanece em vigilância epidemiológica permanente, adotando todas as medidas necessárias para monitoramento, prevenção e controle da doença, visando evitar a transmissão e preservar a saúde da população”. A nota também apontou que a cidade atualmente tem cobertura vacinal de 93,35% contra o sarampo.

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Segundo o secretário de Saúde de Santo André, Diego Cabral, o homem apresentou os primeiros sintomas em 2 de agosto e recebeu a confirmação laboratorial em 10 de setembro. Apesar de ser morador do município, a investigação epidemiológica apontou que a infecção ocorreu na Capital, onde ele trabalha. O paciente, ainda de acordo com Cabral, está bem, recebeu alta e já retomou as atividades.
 
“Assim que nós somos notificados, seja na rede pública ou na rede privada, a gente começa uma ação de bloqueio. Mesmo que esse registro venha a dar negativo, a gente faz uma ação de bloqueio. Dentro do perímetro onde aquele caso foi diagnosticado, a unidade básica de saúde local faz todo esse trabalho de porta a porta, chamando e identificando, conscientizando sobre a vacina.”
 
O cenário poderá mudar caso Santo André registre um segundo caso confirmado. Nesse contexto, o município passaria a ser considerado “em situação de surto” e poderia receber doses para uma estratégia de vacinação mais ampla, explica o secretário. Para Cabral, no entanto, Santo André está sob controle e não representa, neste momento, motivo para alarme em relação à doença.

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