Participaram da reunião o secretário de Saúde de São Bernardo, Jean Gorinchteyn; os secretários adjuntos de Saúde Romero Lima, Sabrina Maradei e Loretha Felippini Rodrigues; o secretário de Projetos e Obras, Ronald França; o coordenador da CRS (Coordenadoria de Regiões de Saúde) da Secretaria de Estado da Saúde, Glauco Cyriaco; a assessora da coordenadoria Débora Teixeira do Amaral; a diretora em exercício da DRS I (Departamento Regional de Saúde da Grande São Paulo), Patrícia Geraldo; e a diretora do Centro de Planejamento da DRS I, Neide Miako Hasegawa.
Há cerca de um mês, o prefeito Marcelo Lima (Podemos) se reuniu com o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, para discutir o plano de ação para entrega, funcionamento e operação do AME. O encontro tratou de diretrizes para custeio do equipamento, aquisição de mobiliário e contratação de profissionais. A unidade está sendo instalada nas proximidades do Hospital de Urgência.
ESPECIALIDADES
A reunião desta semana teve como objetivo discutir as prioridades das especialidades que serão oferecidas, considerando indicadores epidemiológicos de São Bernardo e dos demais municípios do Grande ABC.
O secretário de Saúde de São Bernardo, Jean Gorinchteyn, afirmou que defendia a implantação de um AME na cidade quando ocupou a Secretaria de Estado da Saúde, entre 2020 e 2022.
“Agora, à frente da Secretaria Municipal de Saúde, vejo ainda mais de perto o quanto será fundamental para a região”, afirmou.
Segundo Gorinchteyn, a unidade deverá atender, entre outros, pacientes com doenças respiratórias, com oferta de consultas e exames.
“Quando o paciente precisa se deslocar muito, os índices de absenteísmo e abandono dos tratamentos são maiores, porque a dificuldade de acesso é real e impacta muito no cotidiano dos pacientes”, disse.
O secretário afirmou ainda que mais de 70% dos moradores de São Bernardo dependem exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde). “Em alguns locais, chega a 100%. Então este é um projeto que vem muito ao encontro das necessidades do município”, completou.
O coordenador da CRS, Glauco Cyriaco, reiterou que o AME terá atendimento regional e que o custeio ficará sob responsabilidade do Estado.
“O AME é uma demanda técnica e é importante alinharmos o projeto assistencial ao cronograma da obra”, afirmou.
A obra de adequação do imóvel é realizada pela Prefeitura, com previsão de conclusão até dezembro de 2027, segundo a administração municipal.
O atendimento será regulado pelo Siresp (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo). A previsão é de capacidade mensal para 10 mil consultas especializadas, 5.000 exames de apoio diagnóstico e 1.000 cirurgias de pequeno e médio porte. O Siresp é o sistema estadual utilizado para organizar o acesso a consultas, exames e outros serviços de saúde.
A primeira etapa das obras está concentrada no pavimento destinado a consultas e exames. A segunda prevê a construção do segundo pavimento, onde ficará o centro cirúrgico.
Entre as especialidades previstas estão anestesiologia, cardiologia, cirurgia vascular, endocrinologia, gastroenterologia, neurologia, ortopedia, urologia, oftalmologia, proctologia e reumatologia.
A unidade também deverá oferecer serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, além de atendimentos de enfermagem, farmácia clínica, fisioterapia e nutrição e serviço de telemedicina.
LEIA TAMBÉM:
Fundo Social de Santo André abre inscrições para cursos gratuitos na área automotiva