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Operador de produção denuncia ameaça de morte na Bombril

Matheus Silva, 24 anos, diz que sofreu provocações e intimidações dentro da fábrica; irmão também teria sido ameaçado

16/09/2026 | 21:21
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FOTO: Street View Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O operador de produção Matheus Henrique Lima Ribeiro Silva, 24 anos, registrou um BO (Boletim de Ocorrência) após afirmar ter sido ameaçado de morte, junto com o irmão, Fabrizzio Junior Lima Ribeiro Silva, 22,  também operador de produção, dentro das dependências da Bombril, em São Bernardo. O caso ocorreu no fim da madrugada do último dia 12, às 5h45, quando os dois encerravam o expediente. Segundo o relato, um funcionário do setor de logística, que não teve o nome divulgado a pedido da vítima, teria discutido com os irmãos e feito ameaças.

De acordo com o BO, o homem teria desafiado os dois a deixar a empresa para uma briga. Como os irmãos permaneceram no local, o homem teria retornado e reiterado as ameaças. Entre as frases atribuídas a ele estão “vou matar vocês” e “se eu não matar vocês aqui dentro, eu mato vocês lá fora”. Os irmãos afirmaram à polícia que só não foram agredidos fisicamente porque um segurança da Bombril interveio após ser acionado pelos dois.

A vítima contou que o desentendimento teve início após uma discussão sobre política entre o irmão e o suspeito. Segundo ele, depois desse episódio, os irmãos teriam passado a receber provocações durante o expediente.

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"Eu vivi uma situação de extrema insegurança e grave ameaça dentro da empresa. O que me preocupa é que carregamos um receio constante pelo que já aconteceu com os outros funcionários. Já que aconteceu com meu irmão também, a minha prioridade é garantir minha saúde mental e minha segurança física, mas isso também serve de alerta para que ninguém mais realize piadas, desrespeito ou qualquer tipo de agressão", conta a vítima.

Em nota, a Bombril comunicou que tomou conhecimento por meio de uma rede social, da denúncia realizada pelo trabalhador e está apurando internamente os fatos. A empresa também informou que “repudia qualquer ato de violência e reforça que tem agido de forma proativa com seu canal de ética, que funciona tanto para colaboradores quanto para trabalhadores terceirizados”, e que a "empresa já solicitou informações à contratada sobre os envolvidos e a suposta discussão, já solicitou apoio à vítima e abriu procedimento interno para revisar imagens das câmeras de segurança". 

A empresa que os irmãos trabalham é uma tercerizada da TPC. “Tão logo tomou conhecimento de denúncia envolvendo um profissional de empresa terceira que atua em uma de suas operações, a TPC iniciou a apuração dos fatos para que sejam adotadas as providências cabíveis", disse a empresa, que também salientou que "repudia qualquer forma de violência, ameaça, intimidação ou comportamento incompatível com um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e pautado pela ética. Da mesma forma, exige de seus fornecedores a observância dos mesmos padrões de conduta, incluindo a manutenção de treinamentos, processos e canais adequados para o registro, acolhimento e tratamento de ocorrências dessa natureza” e que “a companhia seguirá atuando diretamente junto à empresa prestadora de serviços para que, de acordo com o resultado das apurações, sejam apuradas todas as responsabilidades e tomadas todas as medidas cabíveis”.

O episódio ocorre pouco mais de um mês após outro caso de violência na Bombril, em São Bernardo. Em 1º de agosto, um funcionário terceirizado matou três colaboradores a facadas na unidade localizada na Rodovia Anchieta. O ataque ocorreu às 5h50. O autor dos crimes tirou a própria vida na delegacia.




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