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Esporte Clube Santo André celebra 59 anos sem esquecer de suas glórias

Diretoria negocia a venda do departamento de futebol e nutre a esperança de o clube voltar à Primeira Divisão do Estadual e do Nacional

Julio Lima
Especial para o Diário
17/09/2026 | 09:20
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DGABC FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Esporte Clube Santo André completa nesta sexta-feira 59 anos de uma trajetória que reúne alguns dos principais capítulos do futebol do Grande ABC e que ontem à uniu personagens importantes de sua história para coquetel na sede social do Jaçatuba.

Fundado em 18 de setembro de 1967, o Ramalhão viveu seu período de maior projeção nacional nos anos 2000 e no início da década seguinte, com destaque ao período sob administração da Saged (Santo André Gestão Empresarial e Desportiva), gerenciou o futebol do clube a partir de 2007.

O período ficou marcado por sequência de acessos e pelo retorno do Santo André à elite do Paulista e do Brasileiro. Em 2008, o Ramalhão conquistou a Série A-2 do Estadual e, meses depois, terminou a Série B do Nacional na segunda colocação, atrás apenas do campeão Corinthians, garantindo novamente um lugar na Primeira Divisão após 25 anos.
 

O ponto alto da administração ocorreu em 2010, quando o Santo André chegou à final do Campeonato Paulista. A equipe enfrentou o Santos de Neymar na decisão e foi vice-campeã estadual, em uma das campanhas mais importantes do clube no século. Com uma vitória para cada lado, o Peixe se sagrou campeão por ter realizado melhor campanha na competição.

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A decisão ficou marcada pela arbitragem polêmica. Além de quatro expulsões, Sálvio Spínola anulou um gol andreense, que garantiria o título à equipe. 

Celso Luiz de Almeida, presidente do Ramalhão na atualidade, cita o período como “tempos de glória, que podem voltar com a SAF (Sociedade Anônima do Futebol)”.

A aprovação da venda de 90% do departamento de futebol da agremiação passa agora por decisão da Justiça após ter sido aprovada pelo Conselho Deliberativo e pelos sócios. 
 
A expectativa é que a nova era traga de volta as grandes campanhas, conquistas e a confiança do torcedor andreense. O investimento previsto pela empresa Tatemono será de R$ 142 milhões para reestruturação do clube, o que inclui a profissionalização da administração. “Esperamos voltar (a esse patamar). Um futuro brilhante está à frente. Primeiro, precisamos subir para a Primeira Divisão do Paulista, e subir gradativamente nos campeonatos nacionais”, afirmou o executivo ontem.
 
Na primeira metade da década de 2000, o Santo André já havia alcançado o maior título de sua história: a Copa do Brasil. Em 2004, eliminou Atlético-MG, Palmeiras e outros adversários até chegar à final, diante do Flamengo.
 

Empate por 2 a 2 no então Estádio Parque Antártica – hoje, Nubank Parque – levou a decisão ao Maracanã, no Rio de Janeiro, quando o Ramalhão saiu vitorioso por 2 a 0, com gols de Élvis e Sandro Gaúcho.

A taça rendeu vaga inédita na Libertadores. Apesar da eliminação precoce na fase de grupos, o clube atingiu resultados expressivos, saindo invicto em dois jogos diante do Palmeiras e goleando o Deportivo Táchira-VEN por 6 a 0, além de se tornar uma das poucas equipes de fora da Capital a disputar o torneio.

Aos 59 anos, o Ramalhão atravessa uma realidade diferente da vivida em seus períodos de maior projeção. Mas títulos como o da Copa Paulista, em 2014, e acessos à Série A-1 do Paulista fazem o torcedor sonhar novamente com dias melhores. Enquanto eles não chegam, o troféu da Copa do Brasil, a disputa da Libertadores, os acessos e a final do Paulistão seguem como importantes capítulos que colocaram o Santo André entre os clubes de maior relevância da história esportiva do Grande ABC. E também do País.

COQUETEL

A diretoria promoveu ontem, na sede do Jaçatuba, um coquetel em comemoração ao 59º aniversário. Estiveram os principais dirigentes, além do prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (Cidadania), que destacou a importância do clube na vida dele. 

“Falar dos 59 anos do Esporte Clube Santo André é falar também de uma parte importante da história da nossa cidade e, para mim, de uma história pessoal. Eu morei no Homero Thon, praticamente ao lado do Bruno Daniel, fui muitas vezes ao estádio para acompanhar o Ramalhão e tive até a oportunidade de fazer parte de uma das torcidas do clube (Fúria Andreense)”, destacou Gilvan. “Por isso, estar aqui hoje (ontem), celebrando mais um aniversário do Santo André, tem um significado muito especial”, disse.

O clube homenageou Ricardo Verta Ludovice, vice-presidente TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), que representou o presidente Valdir Florindo.

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