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BNDES abre protocolo para nova etapa do Brasil Soberano com R$ 22,6 bilhões

Segundo Aloizio Mercadante, a nova fase busca apoiar companhias ainda afetadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e estimular a diversificação de mercados

17/09/2026 | 13:06
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FOTO: Divulgação/BNDES Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abre nesta quinta-feira (17), o protocolo para que empresas solicitem crédito na nova etapa do Plano Brasil Soberano. Serão R$ 22,6 bilhões disponíveis, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do próprio banco.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a nova fase busca apoiar companhias ainda afetadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e estimular a diversificação de mercados, além de fortalecer cadeias consideradas estratégicas, como fertilizantes e minerais críticos.

A Portaria interministerial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Ministério da Fazenda define três grupos elegíveis.

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O primeiro reúne exportadoras de bens aos EUA e seus fornecedores afetados por tarifas majoradas, desde que a receita de exportação dos produtos listados pelo Mdic represente ao menos 1% do faturamento bruto no período de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para fornecedores, vale o mesmo critério de 1% do faturamento com fornecimento aos exportadores enquadrados.

O segundo grupo abrange empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior brasileiro, de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica, ou considerados estratégicos para modernização produtiva e transição para economia de baixo carbono. Entram ramos têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos e minerais críticos, entre outros.

O terceiro grupo inclui exportadoras e fornecedores com vendas a países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Para exportadoras, a receita bruta com exportações deve ser de pelo menos 1% no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, com regra equivalente para fornecedores.

As linhas de financiamento contemplam capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento, como ampliação de capacidade, inovação e adaptação de produtos e processos.

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