PF prende sócio da Pixbet em investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro

17/09/2026 | 13:12
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A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira, 17, o empresário Tadeu Dantas de Farias, sócio de Ernildo Junior na casa de apostas Pixbet, na segunda fase da Operação Arena.

A bet é investigada por suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros contra a ordem tributária e financeira. Como mostrou o Estadão em 2025, a Pixbet é próxima de líderes do Centrão.

A reportagem pediu manifestação da defesa da Pixbet, mas ainda não houve retorno.

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Além do cumprimento de mandado de prisão preventiva contra Tadeu, a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas cidades paraibanas de Campina Grande e João Pessoa.

A primeira fase da operação foi deflagrada em agosto, com 17 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, o advogado Nelson Wilians, suspeito de atuar na ocultação da origem e da destinação de recursos obtidos com a exploração de jogos de azar e apostas esportivas. Ele nega irregularidades.

Segundo a investigação, foi identificada uma "complexa estrutura societária e financeira", mantida no Brasil e no exterior, era utilizada para registrar as operações de apostas de quota fixa e jogos de azar como se fossem realizadas fora do País.

Apesar dessa estrutura, a operação, a gestão administrativa e as decisões sobre os negócios ocorriam em território brasileiro. A investigação também aponta que empresas abertas no exterior eram usadas para justificar transferências robustas de valores para fora do País, embora não apresentassem atividades econômicas capazes de explicar os valores movimentados.

Para dificultar o rastreamento do dinheiro, o grupo integrado pelo advogado Nelson Wilians teria supostamente criado uma rede que envolvia instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, além de dezenas de offshore.

O objetivo, segundo a investigação, era esconder de onde os recursos vinham e para onde eram enviados.

Como mostrou o Estadão, a Operação Arena e a Operação Jogo de Sombras, que mirou a Betnacional, focam no chamado "mercado cinza". Ou seja, dizem respeito à atuação dessas empresas antes da vigência do mercado regulado, que começou em 2025.




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