A nova versão do acordo apresenta mudanças em relação à proposta rejeitada pelos trabalhadores no dia 11, quando 57,40% votaram contra e 41,48%, a favor. Entre os principais pontos está o aumento da participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, de 6,5% para 9% da folha a partir de 2027. O texto também mantém o pacto intergeracional, sem cobrança por faixa etária, reduz a contribuição dos aposentados de 3,9% para 3,7% e fixa a contribuição dos empregados ativos em 3,7% da remuneração-base.
“A categoria mostrou que não aceitaria uma proposta que descaracterizasse o Saúde Caixa. A negociação avançou porque houve unidade e pressão dos trabalhadores. Agora temos uma participação maior da Caixa e a preservação do caráter solidário do plano”, afirmou a presidente do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.
Também houve alterações no Super Caixa, com a habilitação inicial passando de 25% para 50% da premiação no segundo semestre de 2026. A proposta prevê ainda critérios individuais para os empregados, atualização das informações do painel em até D+5 e a criação de uma comissão para avaliar casos e recursos. No atendimento, o intervalo entre chamadas passará de cinco para dez minutos em 2027.
A presidente da Contraf-CUT e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, destacou o aumento da participação da instituição. “A ampliação da participação da Caixa de 6,5% para 9% é um avanço importante, pois representa um aumento recorrente da participação da Caixa de cerca de R$ 900 milhões”, disse. Segundo ela, a mobilização também foi fundamental para preservar o pacto intergeracional.
A dirigente do Sindicato e coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, ressaltou que a nova proposta retira a cobrança por idade e amplia a participação da Caixa no plano. “Conseguimos retirar a cobrança por faixa etária, preservar o pacto intergeracional e elevar significativamente a participação da Caixa no custeio. São mudanças importantes para a sustentabilidade do Saúde Caixa e para proteger empregados da ativa, aposentados e pensionistas”, afirmou.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Grande ABC, Gheorge Vitti Holovatiuk, também avaliou a proposta. “Essa proposta melhorou, com certeza. Melhora em muitos pontos.”
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