Presidente do Água Santa diz que vai se apresentar em até 24 horas
Paulo Sirqueira Korek Farias é alvo de prisão temporária em operação que investiga infiltração do PCC no transporte
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

O presidente do Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, afirmou nesta quinta-feira (17) que vai se apresentar às autoridades policiais em até 24 horas. O empresário é alvo de mandado de prisão temporária de 30 dias expedido pela Justiça no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e pela Polícia Civil, na qual investiga a suposta infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo da Capital.
Segundo a investigação, Korek atua no setor e possui ligação com as empresas Translíder e A2 Transportes, que opera principalmente na Zona Sul de São Paulo e citadas na investigação do MP-SP. Documento da Prefeitura de São Paulo identifica o empresário como representante da A2 em contrato de concessão do transporte público.
Por meio de nota da A2 Transportes, Korek negou qualquer envolvimento com o PCC e acusação de lavagem de dinheiro. A empresa afirmou que os recursos recebidos são provenientes exclusivamente dos contratos e pagamentos feitos pela Prefeitura pelos serviços prestados.
“A A2 Transportes nunca teve envolvimento com o PCC e jamais fez lavagem de dinheiro. Nossos recursos são provenientes exclusivamente dos contratos e pagamentos realizados pela Prefeitura pelos serviços que prestamos”, afirmou Korek.{
Além de Korek, a Operação Vectura Corrupta tem entre os alvos o ex-presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite (União Brasil), o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL).
Segundo a investigação, a operação é um desdobramento da Operação Decúrio, realizada em 2024. Os investigadores identificaram 12 empresas de transporte coletivo que seriam possíveis alvos de controle direto ou indireto do PCC.
A A2 afirmou que está à disposição das autoridades para apresentar documentos e prestar esclarecimentos. A empresa também disse confiar na apuração dos fatos e no devido processo legal.
LEIA NA ÍNTEGRA A NOTA DA A2
A A2 Transportes, por meio de seu presidente, Paulo Siqueira Korek, reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência, a ética e a seriedade na condução de suas atividades.
A empresa nega de forma categórica qualquer envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), bem como qualquer prática de lavagem de dinheiro ou participação em atividades ilícitas.
A A2 Transportes esclarece, ainda, que todos os recursos financeiros que ingressam na empresa são provenientes exclusivamente dos contratos e pagamentos realizados pela Prefeitura pelos serviços regularmente prestados. Não existem outras fontes de entrada de recursos financeiros na empresa.
Diante das informações que vêm sendo divulgadas, a empresa está à disposição das autoridades competentes para apresentar documentos e prestar todos os esclarecimentos necessários, contribuindo para que os fatos sejam devidamente apurados.
Para o presidente Paulo Siqueira Korek, o movimento que vem ocorrendo em torno da empresa apresenta, em sua percepção, forte componente político. A A2 Transportes, entretanto, reafirma que seguirá colaborando com as instituições responsáveis pela apuração e respeitando rigorosamente o devido processo legal.
“A A2 Transportes nunca teve envolvimento com o PCC e jamais fez lavagem de dinheiro. Nossos recursos são provenientes exclusivamente dos contratos e pagamentos realizados pela Prefeitura pelos serviços que prestamos. Não temos outras fontes de entrada de recursos. Nossa história é construída com trabalho, seriedade e ética. Estamos à disposição para todos os esclarecimentos necessários e confiamos na apuração dos fatos e na Justiça.”
Paulo Siqueira Korek — Presidente da A2 Transportes
A A2 Transportes reforça seu compromisso com a verdade, a transparência e a legalidade, confiando que os fatos serão esclarecidos com base em documentos, provas e informações oficiais.
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