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Marinho declara que só reeleição de Lula põe fim à escala 6x1

Ministro do Trabalho e Emprego diz que vitória de adversário pode paralisar tramitação do projeto de lei que reduz jornada de trabalho

Evaldo Novelini
Nilton Valentim
01/10/2026 | 06:32
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FOTO: Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) condicionou nesta quarta-feira (30) a aprovação do projeto de lei que põe fim à escala de trabalho 6x1 à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto foi aprovado na Câmara e encaminhado para análise do Senado, que só deverá cuidar do assunto na próxima legislatura.

“A 6x1 só está encaminhada se o Lula ganhar a eleição”, declarou Marinho ao ser questionado sobre o assunto em entrevista exclusiva ao Diário. Perguntado sobre se considera que eventual vitória da oposição pode atrapalhar a tramitação, o ministro confirmou: “Perfeitamente. Quem deseja acabar com a 6x1, vote Lula, porque corre o risco de não acontecer”.

Marinho revelou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi pressionado para não liberar o texto à análise dos congressistas antes do pleito de outubro. “Os empresários pediram para não votar, seguraram. Os empresários vão mudar de ideia depois da eleição se o Lula perder?”, questionou o ministro.

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A aprovação da redução da jornada de trabalho, ainda de acordo com Marinho, seria facilitada com a eleição de mais congressistas progressistas. “Essa é a regra do jogo. Precisa a sociedade se mobilizar, os trabalhadores se mobilizar, porque senão fica difícil com esse perfil do Congresso. Se o povo resolve mudar o perfil do Congresso, pode facilitar temas que hoje não conseguimos discutir.”

SENADO

Marinho admitiu que a desistência de Ricardo Salles (Novo) pode prejudicar os nomes lulistas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). “É a tentativa de salvar uma vaga deles (da oposição). Estava meio desenhado que era possível eleger as duas guerreiras. Espero que o povo eleja as duas. Todo mundo que fala que precisa de mais mulher na política, aproveite e bote duas mulheres no Senado representando São Paulo.” Há duas cadeiras em disputa. 

Petista afirma que oposição visa fazer do pleito ‘Fla-Flu entre religiões’ 

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT) disse onesta quarta-feira (30) que existe no Brasil “uma turma” interessada em transformar a campanha eleitoral em “um Fla-Flu entre religiões”. O petista fez a afirmação ao ser questionado sobre a polêmica criada a partir da circulação da fake news de que o presidenciável oposicionista, Flávio Bolsonaro (PL), teria a intenção de destronar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do País em caso de vitória nas urnas.

“Nós não gostamos de trazer religião para a disputa política. Não é o melhor dos mundos ficar mexendo, provocar Fla-Flu entre religiões”, disse o ministro, atribuindo a atitude a políticos de oposição. “Tem uma turma que sempre mexe. É o chute na santa, agora a padroeira, é o cara dos púlpitos com a Bíblia na mão chamando o Lula de ladrão”, ilustrou Luiz Marinho.

Segundo o ministro, misturar política com fé desvirtua a finalidade da campanha eleitoral. “Nada disso é louvável. No processo de religiosidade deve ser respeitado todo mundo. No passado recente, (houve) vandalismo nos centros das religiões afro. Todo mundo tem de ser respeitado dentro da sua religião, O debate político tem de ser nas ideias”, completou Marinho.

O ministro se disse católico. “Tenho lá minhas orações com a minha Pretinha”, respondeu Luiz Marinho ao ser questionado sobre se é devoto de Nossa Senhora Aparecida. 

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