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Alunos da região entram no clima da Copa do Mundo feminina no Brasil

Em visita ao Museu do Futebol, crianças e adolescentes conhecem acervo e dizem estar empolgados com torneio

Julio Lima
Especial para o Diário
31/10/2026 | 21:33
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DGABC FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Uma viagem pela história do futebol, com direito a conhecer uniformes marcantes e a expectativa pela Copa do Mundo feminina no Brasil. Foi assim que Letícia Oliveira, 11 anos, Gustavo Barcelos, 13, e Kethilyn Nascimento, 12, aproveitaram a visita ao Museu do Futebol, na Capital. Os três participaram do passeio por meio do Instituto Seci, de Santo André, em uma iniciativa que busca aproximar crianças e adolescentes do esporte e ocorreu enquanto o Brasil finaliza os preparativos para o Mundial feminino, que será realizado de 24 de junho a 25 de julho de 2027 no País. 

No primeiro contato com o espaço, os jovens moradores do Grande ABC descobriram curiosidades sobre a modalidade e puderam observar objetos que fazem parte da trajetória do futebol brasileiro. Letícia elegeu a área dedicada ao rádio como favorita. Neste ambiente, os visitantes podem ouvir narrações de jogos históricos e imaginar os lances. Já Gustavo destacou a variedade de camisas e o setor dedicado às torcidas, que projeta vídeos das arquibancadas brasileiras nas paredes e proporciona a sensação de se estar no estádio. Kethilyn também gostou de ver os uniformes expostos, além de aprender sobre partidas memoráveis.

Além de explorar o passado, o passeio ajudou a alimentar as expectativas para o futuro do futebol. Letícia, que já treina a modalidade, disse que deseja jogar profissionalmente. A atleta afirmou ainda que está ansiosa pela disputa do Mundial no Brasil e que sonha em entrar em campo um dia.

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Gustavo compartilha o entusiasmo pelo torneio e espera conseguir assistir aos jogos de perto. “Vou implorar para o meu pai me levar”, contou o garoto, que ainda não teve a oportunidade de ver uma partida de futebol feminino no estádio. 

Kethilyn também gostaria de ir a um jogo da modalidade, mas disse que ainda não encontrou quem a levasse. Com a maior competição do planeta chegando ao País, espera-se que o interesse da população pelo futebol feminino cresça ainda mais.

O museu é repleto de referências à história do esporte mais popular do País – o futebol foi inventado na Inglaterra e trazido ao Brasil pelo paulistano Charles Miller (1874-1953) em 1894. Na entrada, todos são recepcionados por um vídeo do Rei Pelé apresentando o local, gravado em 2008, pouco antes da inauguração. O ponto alto da visita foi a exposição temporária Amarelinha, que apresenta camisas usadas por atletas em todos os Mundiais. Os visitantes puderam ver de perto uma camisa da Seleção Brasileira feminina utilizada na Copa de 2019, na França, autografada pelas jogadoras que disputaram o torneio.

Para as meninas e meninos do Grande ABC, a ida ao museu foi uma oportunidade de descobrir novas histórias e conhecer mais sobre um esporte que faz parte do cotidiano de tantas famílias brasileiras e, quem sabe, dar os primeiros passos para realizar o sonho de acompanhar de perto os próximos capítulos dessa saga, agora escritos no Brasil.

A experiência dos três faz parte de uma iniciativa que, durante outubro, recebeu cerca de 400 visitantes de comunidades e instituições de Santo André, Mauá e Capital. Os passeios educativos são oferecidos pela Petrobras, patrocinadora master do Museu do Futebol.

Mulheres conquistam cada vez mais espaço nos estádios da modalidade

O futebol feminino brasileiro vive período de expansão, com maior visibilidade para as atletas, crescimento do interesse do público e expectativa pela Copa do Mundo de 2027, a primeira a ser realizada na América do Sul. A competição representa uma oportunidade de aproximar ainda mais crianças e adolescentes da modalidade.

Durante décadas, as mulheres enfrentaram barreiras para jogar futebol no País. Entre 1941 e 1979, a prática feminina de esportes “incompatíveis com a sua natureza” foi proibida. A restrição dificultou o desenvolvimento da modalidade e deixou marcas na formação de equipes e competições.

Com o fim da proibição, o futebol feminino começou a conquistar mais espaço, embora ainda enfrentasse falta de investimento, preconceito e escassez de oportunidades profissionais. Ao longo dos anos, o fortalecimento de clubes e a participação da Seleção Brasileira em torneios internacionais ajudaram a ampliar a presença das mulheres nos gramados.

A evolução também aparece nos números. O País passou de seis competições femininas em 2021 para nove em 2026. No mesmo período, o número de clubes participantes subiu de 58 para 79.

A audiência pelo futebol feminino cresceu. A final entre São Paulo e Corinthians, disputada em 3 de outubro, alcançou 23 milhões de espectadores e bateu recorde de público no continente: 49.405 torcedores estiveram no MorumBis e viram as Soberanas serem campeãs nacionais. Para as meninas que sonham em jogar futebol, o cenário abre novas possibilidades e reforça que também há espaço para elas dentro de campo.




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