Edição 20.000 ‘Diário’ relatou em suas páginas a trajetória e as conquistas dos principais atletas do Grande ABC; medalhas e recordes em destaque
FOTO: André Henriques | DGABC

Berço da indústria brasileira, o Grande ABC se notabilizou também pela ‘produção’ de atletas. Grandes nomes do esporte foram forjados em quadras, pistas, tatames e ringues da região e, além das conquistas pessoais, colocaram o Brasil em evidência em Jogos Pan-Americanos, Olimpíadas e campeonatos mundiais de várias modalidades.
Boa parte dessa história foi escrita graças à atuação do Clube Atlético Pirelli, de Santo André. Lá o boxeador Servílio de Oliveira se preparou para os Jogos Olímpicos do México, onde conquistou a medalha de bronze, feito que só foi igualado em 2012, em Londres, quando os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão ganharam prata e bronze, respectivamente.
O clube da empresa de pneus também foi berço da chamada geração de prata do vôlei brasileiro, que surpreendeu o mundo com o segundo lugar na Olimpíada de 1984. Xandó, Montanaro e William jogavam na equipe andreense. Depois, na medalha de ouro de Barcelona (1992), a Pirelli foi representada por Carlão, Douglas e Talmo, além do técnico José Roberto Guimarães.
No basquete, pelo menos tês nomes se destacam na região. Foi em São Caetano que a rainha Hortência começou a mostrar o seu talento, até se tornar campeã mundial na Austrália, em 1994, e prata na Olimpíada de Atlanta, dois anos depois.
Janeth Arcain nasceu na Capital, mas se destacou defendo a equipe de Santo André. Estava ao lado de Hortência nas duas maiores conquistas da Seleção e foi a primeira brasileira a jogar na WNBA, nos Estados Unidos. O principal nome da modalidade, entretanto, foi Laís Elena Aranha (11/3/1943 a 12/3/2019). Atleta da Pirelli e da Seleção e treinadora da equipe andreense, onde ganhou três títulos brasileiros e um sul-americano.
Três dos principais nomes da ginástica olímpica brasileira são do Grande ABC e também tiveram as suas trajetórias marcadas por reportagens do Diário. São os irmãos Daniele e Diego Hypolito e Arthur Zanetti. Nascidos em Santo André, Daniele e Diego se tornaram os primeiros grandes destaques da modalidade no País. Em 2001, ela foi a primeira brasileira medalhista em mundiais, com uma prata em Gent, na Bélgica.
Além da prata na Olimpíada do Rio (2016), ele é o maior medalhista brasileiro em mundiais, com cinco pódios, todos no solo: ouro em Melbourne, Austrália, em 2005; prata em Aarhus, Dinamarca, em 2006; ouro em 2007 no mundial de Stuttgart, Alemanha; bronze em Tóquio (Japão) 2011 e Nanquim (China) 2014.
Zanetti, medalha de ouro nas argolas na Olimpíada de Londres (2012) e prata quatro anos depois no Rio de Janeiro, o atleta de São Caetano apareceu pela primeira vez no Diário em 9 de dezembro de 2001, numa reportagem sobre o futuro da modalidade.
Dois ícones do esporte brasileiro, cujas trajetórias foram mostradas nas páginas do Diário ao longo dos anos, saudaram a edição 20.000 do jornal.
Um deles foi o ex-mesa-tenística Hugo Hoyama, dono de 10 medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos e seis participações em olimpíadas como jogador. Nascido em São Bernardo, o ex-atleta hoje se dedica ao instituto que leva seu nome.
O outro é Servílio de Oliveira, o primeiro medalhista olímpico do boxe brasileiro (México 1968). Morador de Santo André, ele foi coordenador da equipe de São Caetano. Hoje ele acompanha a carreira do neto, Luiz Oliveira, o Bolinha, que disputou a Olimpíada de Paris (2024).
“Parabéns ao Diário pelas 20.000 edições de compromisso com nossa região! Quando a internet ainda nem existia, suas páginas já eternizavam conquistas e inspiravam sonhos. Mais que o maior jornal regional do Brasil, o Diário é a memória viva do Grande ABC e um incansável incentivador do esporte que move nossa gente. Obrigado por décadas contando nossa história dentro e fora das quadras, ginásios, pistas e campos”, escreveu Hoyama, lembrando das inúmeras reportagens das quais foi personagem “em casa, nos treinamentos e na divulgação dos meus principais resultados”.
“Parabenizo o Diário, o maior periódico da região, pelo cumprimento das 20.000 edições em todos esses anos”, pontuou Servílio.
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