Política Titulo Aniversário 72 anos

‘Vamos comemorar do jeito mais brasileiro de todos: com a Entoada’, diz Guto Volpi

Prefeito citou entre as inaugurações novos parques, melhorias viárias e equipamentos públicos, além do fortalecimento de eventos culturais e turísticos no âmbito regional

19/03/2026 | 04:30
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ribeirão Pires comemora 72 anos com uma programação especial que une festividades e entregas importantes para a população. O prefeito Guto Volpi (PL), que tem apostado no turismo, infraestrutura e cultura como pilares para o desenvolvimento local, afirmou que o aniversário será comemorado do jeito mais brasileiro de todos: com a Entoada Nordestina, que abre o calendário cultural da cidade. Guto citou entre as inaugurações novos parques, melhorias viárias e equipamentos públicos, além do fortalecimento de eventos culturais e turísticos no âmbito regional, para movimentar a economia do Grande ABC.

A cidade completa hoje 72 anos. O que a população de Ribeirão Pires deve esperar para esta data festiva e, claro, de sua gestão?

Estamos com uma programação de entregas de obras muito grande e o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Adulto já fez parte disso. Vamos entregar prolongamento da Avenida Valdírio Prisco, dois novos parques, um de esportes, ambiental, religioso, que é o do Jardim Serrano; e um só ambiental e de lazer também ali no bairro Colônia, do lado do DP (Departamento de Proteção à Fauna Silvestre e Bem-Estar Animal) Fauna. Tem uma programação de entrega que faz parte de todo o calendário de aniversário de qualquer cidade, mas vamos comemorar do jeito mais brasileiro de todos, com a Entoada Nordestina, com o show do Falamansa, bem astral alto. Uma vibe (energia) super boa. Então, faremos dentro da Entoada Nordestina a celebração de 72 anos de Ribeirão, uma cidade jovem, que vai comemorar de uma forma bem legal.

Fala Mansa é a atração principal, mas a sua gestão tem dado espaço também para os artistas locais?

Temos sim. Teremos dois palcos nesse modelo de Entoada Nordestina que vai ser na rua, semelhante ao que praticamos no Festival do Chocolate do ano passado. Ideia já virou. Virou porque o resultado foi espetacular. Resultado econômico, de público, de segurança, de controle e do evento como um todo. 

Prefeito, quando começa a Entoada?

Será nos dias 20, 21 e 22, sexta, sábado e domingo.

Como está a programação cultural de Ribeirão Pires para este ano?

Então, a Entoada já abre nosso calendário no centro da cidade e assim segue todos os outros grandes eventos lá. O próprio Festival do Chocolate, a Festa italiana e tem sim artistas locais. Como disse, são dois palcos, uma programação intensa da nossa Escola Municipal de Artes. Digo até que o palco que leva esses artistas para o público é mais legal que as atrações principais. Acho que todos vão curtir bastante.

O que diferencia a Entoada Nordestina e a Festa Italiana de Ribeirão Pires para a de São Caetano?

Olha, na verdade sempre dou esse testemunho. Toda essa experiência cultural vem muito da minha vivência com São Caetano. Trabalhei lá quase quatro anos na cultura, fui aprendendo muito e é isso que quero levar para o Consórcio (Intermunicipal do Grande ABC, em que é presidente). Esse intercâmbio de ideias e projetos de uma cidade para outra, de um time de cultura para outro, de turismo, de mobilidade, que serve absolutamente para todos os temas. Foi assim comigo em São Caetano levando essa experiência para Ribeirão Pires, e deu supercerto. O prefeito Tite (Campanella - PL) já falou que quer levar o Festival do Chocolate para São Caetano. É assim vamos reforçar economicamente, turisticamente e culturalmente o Grande ABC. 

Sobre a revitalização da Vila do Doce, há possibilidade de expansão? O que está desenhado para o local?

Desde o episódio do colapso da laje sobre o rio, o Estado de São Paulo entrou com a cidade uma forma muito intensa nas soluções. Devemos cumprir o prazo de no fim de março entregarmos a parte que desmoronou, para já começarmos a expansão. Primeiramente será o acolhimento daqueles oito empreendedores que lá estavam. Temos a ideia de expandir, sim. Tem um novo layout, um novo formato. Teremos a concessão de um parque de diversão permanente no local (a cessão da área já foi aprovada na Câmara). Então, teremos muitas novidades, porque lá é um grande ponto de cultura, de turismo gastronômico e de lazer no centro da cidade. Vamos revitalizar e expandir, sim. 

Ribeirão Pires mantém ao menos 150 atividades culturais ao longo do ano. Tem espaço para mais?

Não temos mais espaço para outras atividades, mas isso é um problema bom. Não tem, pois há um calendário muito intenso. O espaço que podemos criar são vários eventos em locais diferentes no mesmo dia. Isso sim ainda é possível. Dá mais trabalho de infraestrutura e de logística para a equipe toda. Porém, é um prazer solucionar esse tipo de problema, porque é crescimento cultural e turístico. É desenvolvimento econômico. Falo muito sobre esse tema porque é isso que tem expandido Ribeirão Pires. Então, para podermos levar isso para o Grande ABC, como já citei, você pega Riacho Grande, potencial gigantesco, Paranapiacaba, potencial gigantesco, Você pega o circuito religioso. São Caetano é riquíssimo em igrejas. Inclusive, tenho uma experiência muito boa de uma Igreja Ortodoxa ucraniana, linda, rica em detalhes culturais, de arte. Tem também as pinacotecas, os parques, atividades culturais. Então, essa experiência eu acho que o Grande ABC começa a viver agora e essa é nossa grande missão lá no Consórcio Intermunicipal. 

Ribeirão Pires tem se destacado pelo turismo ecológico e de aventura. O investimento de Rio Grande da Serra pode ajudar?

Alavanca muito. É muito importante Rio Grande ter esse empenho e investimento. Podemos criar o eixo todo turístico que você vai até Paranapiacaba. Então, você sai de São Bernardo, se for pela Anchieta, pelo Riacho Grande, chega até Paranapiacaba, em um eixo turístico enorme com a Serra do Mar. Ali tem a rota gastronômica. Então, o prefeito Akira está certo nesse caminho. É o caminho que eu escolhi para seguir na gestão. Tem dado resultado e o Consórcio Intermunicipal tem que estar firme nesse propósito também, porque alavanca a região. É isso que está acontecendo no Interior de São Paulo: Rota da Uva, do Vinho, do café. Rota do queijo, de malhas. Então, isso fortalece a região como um todo, atrai investimentos e Rio Grande da Serra está certinho, sim, e vamos apoiar muito para que se torne também Estância Turística como Paranapiacaba e as demais cidades de Interesse Turístico. 

Já podemos definir o nome de uma rota turística? Qual seria?

Temos aí uma fruta muito importante. Inclusive, em uma reunião da Caixa Econômica em Ribeirão Pires apresentei para eles também, que não conheciam, o cambuci. Temos o refrigerante do cambuci Ribeirão Pires (voltado para crianças, pessoas com restrições alimentares e já faz sucesso) fabricado na cidade, patenteado e de produtores locais. Então, acho que o cambuci seria o grande eleito para essa rota, mas, claro, podemos discutir no Consórcio os nomes das rotas regionais, porque acho que essa importância e esse batismo tem de sair do colegiado (de prefeitos). Porém, creio que temos uma grande chance nessa questão (em nível regional). 

O senhor, durante a entrevista, destacou muito o fortalecimento do turismo e da cultura no âmbito regional. 

A região é muito forte nos roteiros turísticos gastronômicos, religiosos, de indústrias e serviços, de bem-estar, ecológicos e de esporte, e a cultura também. Só de patrimônio público, temos 155 espaços (na região). É um volume muito grande que passamos a tratar no Consórcio, com a vantagem de outros temas como drenagem, mobilidade, segurança e saúde já estarem andando. Se há uma coisa que trago de Ribeirão Pires, como experiência, é o valor que a cultura e o turismo deram no desenvolvimento da cidade. Temos a proposta da Virada Cultural Regional, que vai integrar o programa Grande ABC + Cultura e tem como objetivo ampliar o acesso da população às atividades culturais e fortalecer a cooperação entre os municípios. Não estamos falando somente do evento. Estamos falando de identidade regional, de pertencimento e de trabalharmos juntos para fortalecer tudo o que já existe nas sete cidades. Então, essa experiência que quero agregar no Consórcio Intermunicipal.




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