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Gilvan Ferreira: ‘Santo André chega aos 473 anos sólida, dinâmica e estratégica’

A meta, segundo o prefeito, é deixar como legado um município mais moderno e com melhor qualidade de vida para a população

08/04/2026 | 08:02
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Santo André celebra nesta quarta-feira (8) 473 anos e o prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania) destaca que a cidade chega a quase cinco séculos sólida, dinâmica e estratégica para o desenvolvimento do Grande ABC e da Região Metropolitana de São Paulo. O chefe do Executivo ressalta que 2025 foi um ano de reorganização administrativa e financeira, com foco na manutenção dos serviços essenciais e no planejamento. Já em 2026, a gestão entra em uma fase de consolidação e avanço, com a cidade mais estruturada para crescer de forma sustentável. A meta, segundo o prefeito, é deixar como legado um município mais moderno e com melhor qualidade de vida para a população.

Em sua avaliação, como Santo André chega aos 473 anos?

Santo André chega aos 473 anos como uma cidade sólida, dinâmica e com papel estratégico no desenvolvimento do Grande ABC e da Região Metropolitana de São Paulo. Temos uma história marcada pela força do trabalho, pela capacidade de inovação e por uma população que participa ativamente da construção da cidade. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que seguimos enfrentando desafios importantes, como ampliar o acesso e a qualidade dos serviços públicos, avançar em mobilidade urbana, garantir desenvolvimento com inclusão social e manter o equilíbrio fiscal. Nossa avaliação é de uma cidade que evoluiu, que tem bases fortes, mas que continua em movimento. Estamos trabalhando para que Santo André siga crescendo de forma sustentável, moderna e, principalmente, com mais qualidade de vida para todos.

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O senhor está no segundo ano como prefeito. Quais são as diferenças dos desafios de 2025 em relação aos deste ano?

Os desafios de 2025 estavam muito concentrados em reorganizar a casa, dar continuidade a serviços essenciais e estruturar as bases administrativas e financeiras para que a cidade pudesse avançar com segurança. Foi um período de planejamento, ajustes e definição de prioridades. Já em 2026, entramos em uma fase mais propositiva e de consolidação. Com a estrutura mais organizada, conseguimos acelerar entregas, ampliar investimentos e tirar do papel projetos importantes em áreas como saúde, educação, mobilidade e infraestrutura. Ou seja, saímos de um momento mais voltado à organização e preparação para um cenário de execução, com foco em resultados concretos para a população. Os desafios continuam, mas hoje temos mais capacidade de enfrentá-los com planejamento, responsabilidade e visão de futuro.

Há previsão de investimento no valor de R$ 1 bilhão em obras urbanas para 2027. O senhor poderia citar algumas delas?

A projeção de cerca de R$ 1 bilhão em obras urbanas para 2027 envolve um conjunto amplo de intervenções estruturantes em diversas áreas da cidade. Estamos falando de investimentos em mobilidade, drenagem, saúde e requalificação urbana, todos pensados de forma integrada. Na área de drenagem, por exemplo, estamos avançando com um novo Plano Diretor, que inclui soluções inovadoras como a instalação de centenas de bocas de lobo inteligentes e a modernização de estruturas importantes, como a estação elevatória da Vila América, ampliando significativamente a capacidade de escoamento e o combate a enchentes. Também estão previstas obras importantes como o primeiro viaduto estaiado da cidade, a conclusão da cobertura da Oliveira Lima, revitalização e o alteamento das avenidas Santos Dumont e Giovanni Baptista Pirelli, além do Super (Serviço Unificado de Pediatria) e a reformulação do Complexo Pedro Dell’Antonia. Também estão previstos investimentos em saúde, com a construção de novas unidades básicas, como no Jardim Sorocaba, integradas a espaços de lazer e esporte, levando serviços públicos mais próximos da população. Esse pacote representa um novo momento para Santo André, com planejamento, captação de recursos e projetos bem estruturados para que 2027 seja, de fato, um marco de grandes entregas para a cidade.

Como a Prefeitura pretende avançar nas obras de combate às enchentes, especialmente nas áreas historicamente mais afetadas durante o período de chuvas?

O combate às enchentes em Santo André está sendo tratado com planejamento estruturado e uma abordagem integrada, que envolve tanto obras de drenagem quanto ações ambientais e de saneamento. Atualizamos o Plano Diretor de Drenagem Urbana, com investimentos de cerca de R$ 210 milhões, que orientam intervenções estratégicas nas áreas mais vulneráveis, como construção de reservatórios, modernização de sistemas de bombeamento e ampliação da capacidade de escoamento das águas. Esse planejamento técnico permite atuar com mais precisão onde historicamente há maior risco de alagamentos. Porém, avançamos também em uma nova frente, que é complementar e fundamental: o cuidado com os nossos córregos. Lançamos o programa Água Limpa, Córrego Vivo, uma iniciativa inovadora que integra despo-luição, monitoramento e requalificação dos cursos d’água da cidade. O programa atua em várias frentes, como fiscalização de ligações clandestinas de esgoto, ampliação da rede de saneamento, rena-turalização de córregos e uso de soluções baseadas na natureza, além de monitoramento constante da qualidade da água. Essa combinação de obras estruturais com ações ambientais é essencial, porque combater enchentes não é apenas aumentar a vazão da água, mas também recuperar os cursos d’água e reduzir a pressão sobre o sistema. Nosso objetivo é tornar Santo André uma cidade mais resiliente às mudanças climáticas, com soluções modernas, sustentáveis e que tragam mais segurança para a população, especialmente nas regiões historicamente mais afetadas.

Quando Santo André estará totalmente conectada ao Muralha Paulista para contar com a tecnologia de reconhecimento facial?

A integração de Santo André ao programa Muralha Paulista já está em andamento e sendo ampliada de forma gradual, com investimentos importantes em tecnologia e monitoramento. Hoje, a cidade já conta com câmeras inteligentes integradas ao sistema estadual, com recursos como leitura de placas e reconhecimento facial, que permitem identificar, em tempo real, veículos irregulares e pessoas com pendências com a Justiça. O próximo passo é a ampliação desse sistema. Já lançamos edital para a aquisição de cerca de 900 novas câmeras, com investimento na ordem de R$ 16 milhões, o que vai expandir significativamente a cobertura da cidade e consolidar o uso do reconhecimento facial em larga escala. Esse processo também envolve a modernização do nosso COI (Centro de Operações Integradas) e a integração cada vez maior com as bases de dados estaduais, que são o coração do Muralha Paulista. Ou seja, não se trata de um projeto pontual, mas de uma implantação contínua. A expectativa é que, ao longo de 2026, a cidade avance de forma consistente para um sistema cada vez mais completo, ampliando a cobertura e a eficiência da tecnologia. Nosso objetivo é claro: tornar Santo André uma cidade mais segura, inteligente e conectada, utilizando tecnologia de ponta para proteger a população e apoiar o trabalho das forças de segurança.

Ao completar quase cinco séculos de história, como o senhor projeta o legado da sua gestão para as próximas gerações e qual mensagem deixa para o cidadão andreense neste aniversário?

Mais do que olhar para o passado, esse é um momento de projetar o futuro de Santo André. O legado que queremos deixar é o de uma cidade mais organizada, moderna e preparada para os próximos desafios, com responsabilidade fiscal, investimentos estruturantes e políticas públicas que realmente melhorem a vida das pessoas. Estamos trabalhando para construir uma Santo André mais eficiente na gestão, mais humana no cuidado com a população e mais ousada na capacidade de inovar e crescer de forma sustentável. Porém, acima de tudo, queremos fortalecer um sentimento que é muito próprio da nossa cidade: o orgulho de ser andreense. Esse talvez seja um dos maiores legados que uma gestão pode deixar, uma população que acredita na sua cidade, que se sente parte dela e que tem confiança no futuro. Para as próximas gerações, queremos deixar uma cidade com mais oportunidades, mais qualidade de vida e esse orgulho ainda mais presente. Neste aniversário, a mensagem que deixo ao cidadão andreense é de gratidão e compromisso. Gratidão pela confiança e pela participação ativa na construção da cidade, e compromisso de seguir trabalhando todos os dias, com seriedade e dedicação, para fazer de Santo André um lugar cada vez melhor para todos.




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